Você sabe qual é a importância da gestão de custo dentro do gerenciamento do projeto? O objetivo deste post é sintetizar como a gestão de custo pode ser conduzida em um projeto se utilizando de indicadores que auxiliam nas tomadas de decisões em marcos planejados.

Introdução.

A gestão de custos tem grande impacto na viabilidade do projeto e por isso tem bastante destaque  de  análise pelos profissionais envolvidos em seu controle pois evita custos, reduz despesas, elimina desperdício além de minimizar  erros e falhas, ou seja , caso não se faça um bom gerenciamento de custos a resposta da pergunta elaborada no titulo se torna clara, sendo um projeto com tendência ao superfaturamento além de possibilitar  atrasos. 

Uma das áreas de conhecimento mais priorizadas dentro de um projeto se da através da gestão de custos.  Esta tem o papel cirúrgico dentro da viabilidade  do projeto e do seu planejamento. Todo investidor procura alcançar seus objetivos com a menor alocação de recurso possível. Para isso, se utiliza de algumas ferramentas como a TIR , VPL e entre outras ferramentas para realizar a análise de retorno financeira de um projeto. Sendo assim, para que se possa apresentar dados informativos para angariar fundos e cumprir com o objetivo fim do projeto, a gestão de custo se fundamenta em  três pilares que se dão através da estimativa de custos, determinação do orçamento e controle de custos.

Para que um projeto  possa entrar em vigência  é preciso financia-lo, para tal, um bom projeto necessita de bons indicadores sendo alguns deles bem estruturados e explicados pela colega  Darbilly Sanches, Daniela, em seu post Descubra como a TIR pode ajudar na análise de viabilidade do seu projeto!, estas  ferramentas vindas da matemática financeira estimam o valor que o projeto trará de retorno financeiro o chamando payoff. Em se tratando de um pais como o Brasil onde taxa básica de juros  é elevada e consequentemente títulos de renda fixa altamente atrativos, faz necessário apresentar boa valorização no dinheiro empregado pelos investidores e clientes  dos projetos , uma vez que os mesmo tem a possibilidade de rendimentos razoáveis  com pouco risco na compra de títulos públicos .

Primeiro Fundamento.

Ainda nesta ideia, começamos de fato a ver a importância da gestão de custo, pois para apresentar ao financiadores do projetos números dos quais farão os mesmos assumirem o risco do investimento, precisamos do primeiro pilar da gestão de custo que é a estimativa de preços.

De maneira geral a precisão da estimativa de custo fica com uma margem em torno de mais ou menos 15%.Como forma de entrada de dados se leva em consideração declaração do escopo, fatores ambientais da empresa e o plano de gerenciamento do projeto. Uma das ferramentas utilizadas leva o nome de botton-up que se traduz como sendo um detalhamento do projeto em subdivisões e com seus respectivos valores .Podemos dar como exemplo a metodologia sendo aplicada a uma camisa social. Na figura abaixo, pode se observa que o custo mínimo total seria  de R$80,00, isso foi possível mediante ao detalhamento que o método proporciona.

Figura 1-Botton up de uma camisa social.

WhatsApp Image 2018-09-08 at 08.43.05Fonte: Autoral

Segundo Fundamento.

O segundo pilar temos a determinação do orçamento. Como forma de entrada de dados se leva em consideração declaração do escopo, fatores ambientais da empresa, plano de gerenciamento do projeto e o calendário dos recursos. Tendo uma análise critica com relação a riscos técnicos, jurídicos e tributários e caso seja de difícil detalhamento  estudar a possibilidade provisionar recursos.

Terceiro Fundamento.

O terceiro e último pilar, para auxiliar no entendimento de controle de custos mais detalhado é indicado a leitura do post do  colega  Machado, João,  disponível em UVAGP Class: Análise do Valor Agregado. Flemming diz que, esta relação se da pois  o valor agregado por definição relaciona custos reais e o trabalho realizado no projeto (Flemming & Koppleman,1999 apud Sakamori, Marcelo 2015 ).Dentro deste cenário existem alguns indicadores como Variação de custo (VC),Variação de Prazo(VP) e o Índice de Desempenho de Custos(IDC) que se faz mediante a seguintes análises:

Variação de custo(VC)= Valor agregado(VA) – Custo Real(CR)

Quando temos Variação de custos VC positivo ou seja VA maior que CR é nos indicado que o projeto avança melhor do que o planejado ou seja o projeto esta mais barato, em relação ao planejado .

De forma aposta quando temos um Variação de custo VC negativa ou seja custo Real maior que o valor agregado  é nos indicado que o projeto avança desconforme o planejado ou seja o projeto esta mais caro que o planejado.

Gráfico 1-Variação de custos.WhatsApp Image 2018-09-06 at 23.42.16Fonte: Autoral.

Variação de prazo (VP)=Valor agregado (VA) -Custo Planejado(CP)

VP>0

Quando temos Variação de Prazo VP positivo ou seja VA maior que CP é nos indicado que o projeto esta adiantado em se comparando com o  planejado.

VP<0

De forma aposta quando temos um Variação de Prazo VP negativo ou seja CP maior que o VA  é nos indicado que o projeto avança em atraso com relação ao  planejado.

Gráfico 2: Variação de Prazo.WhatsApp Image 2018-09-06 at 23.42.16 (1)Figura 2: Autoral.

Índice de Desempenho de Custos(IDC)=Valor agregado/Custo Real

IDC>1 indica que se tem a valorização por unidade monetária alocada no projeto .O que leva ao barateamento do projeto.

IDC<1  indica que se tem a desvalorização por unidade monetária alocada no projeto .O que leva ao encarecimento  do projeto.

Desse modo, com esse indicadores é possível vislumbrar a tendência que os custos vem tomando dentro do projeto, possibilitando ações nas quais atingem um menor erro dentro da gestão de custos de forma a agregar controle dentro do gerenciamento do projeto. Para que fundamentação seja sólida é necessários que mesmos seja bem interpretados e os dados sejam lançados de acordo com a realidade do projeto.

Conclusão

Dado ao exposto no post, vimos que as 3 premissas da gestão de custos são estimativa de preço, detalhamento do orçamento e controle de custos. Além disso, ao gerir estes fatores nos possibilita minimizar erros e falhas, evitar desperdício e apresentar números capazes de trazer a viabilidade do projeto, possibilitando o mesmo ser financiado por investidores e clientes mediante análise de ferramentas da matemática financeira. A gestão de custos possibilita  um gerenciamento de projetos mais controlado quando  utiliza-se de indicadores como variação de custos, variação de prazo e Índice de desempenho de custos em marcos planejados sendo interpretados durante a  execução do projeto evitando um eventual não entrega do resultado final por problemas de custos e prazo associado.

Bibliografia.

Cararo, Juliana. Fluxograma de atividades para a formação de preço de venda de projetos e serviço técnicos para escritório de arquitetura-Disponível em: <www.infohab.org.br/entac2014/2006/artigos/ENTAC2006_1449_1461.pdf >.Acessado em 04 set. 2018

Darbilly Sanches, Daniela. Descubra Como a TIR Pode Ajudar na Analise de Viabilidade o Seu Projeto,In: UVAGPCLASS, Rio de Janeiro, 21 de maio de 2018. Disponível em:<https://uvagpclass.wordpress.com/2018/05/21/descubra-como-a-tir-pode-ajudar-na-analise-de-viabilidade-do-seu-projeto&gt;. Acessado em: 18 ago. 2018

Machado, João. Analise de Valor Agregado-In: UVAGPCLASS, Rio de Janeiro, 24 de maio de 2018, Disponível em: <https://uvagpclass.wordpress.com/2018/05/24/analise-do-valor-agregado-3/&gt;. Acesso em: 18 ago. 2018

Santos Lima, Ricardo.Projetos E-learning do SENAI-BA e o PMOK:Uma análise dos critérios de escopo, tempo , custo e qualidade<https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/9501/1/4444a.pdf&gt;.Acessado em :21 ago.2018

Sakamori, Marcelo. Gerenciamento de custos-Disponível em:<http://www.dcc.ufpr.br/mediawiki/images/8/80/UFPR_TC045_GerenciamentodeCustos.pdf&gt;Acessado em: 25 ago. 2018

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