Do ponto de vista de um líder, o que seria importante para determinar o bom andamento de uma empreitada? O estudo sobre Gerenciamento de Projetos se torna necessário e é muito importante pois controla todas as variáveis que um projeto apresenta usando técnicas e habilidades, ditando o rumo do projeto. Veremos alguns dos aspectos tratados pelo gerenciamento de projetos e suas implicações num resultado satisfatório. Existem artigos comprovando que a performance do Gerenciamento de Projetos é o principal fator de sucesso para um projeto. Entende-se sucesso como: Alcançar os objetivos propostos no planejamento do projeto.

INTRODUÇÃO

Vamos começar com as definições de Recursos Humanos e de Gerenciamento de Projetos para então prosseguirmos com as tomadas de decisões e saber então como podemos tomar as melhores, sempre observando pontos positivos de um bom gerenciamento de projetos no nível estratégico. Após a tomada de decisão, cabe ao departamento de Recursos Humanos a escolha de um elenco de funcionários capacitados e instruídos para a realização de um projeto para então obter resultados desejados (que devem ser explícitos num planejamento bem feito). E concomitantemente, o Gerenciamento de Projetos (GP) é necessário, como vemos no guia feito pelo instituto internacional voltado apenas para o estudo de GP. O objetivo do post é o desenvolvimento de ideias de forma cronológica e indicar quais características e habilidades um bom gerente deve ter para se comportar num competitivo mercado de trabalho, aonde sempre há mudanças de tecnologias e paradigmas.

Siglas e definições

“A sigla RH significa Recursos Humanos. Dentro de uma empresa, RH é o departamento que tem a responsabilidade de seleção, contratação, treinamento, remuneração, formação sobre higiene e segurança no trabalho, e estabelecimento de toda a comunicação relativa aos funcionários da organização. RH também pode se referir à totalidade de empregados e colaboradores que compõem a organização, normalmente referidos como os recursos humanos da empresa. RH é ainda conjunto de práticas de recursos humanos, constituído por todas as decisões tomadas pela empresa para realizar as atividades inerentes ao setor de RH. A Gestão de RH é uma área de estudo que forma profissionais capacitados para gerenciar pessoas e lidar com todos os processos relacionados à gestão do quadro de funcionários de uma empresa. O profissional de RH é encarregado de gerenciar planos de carreira; determinar a política salarial, remunerações, incentivos e benefícios;”. Portanto, RH significaria em termos simples, gerenciamento de pessoas nas mais variáveis formas em todos os setores de uma companhia.

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Figura 1 – Algumas áreas de gerenciamento do RH numa empresa Fonte: https://wk.com.br/solucoes/rh-gestao-de-recursos-humanos/

Podemos dizer então que o setor de RH gerencia clientes externos, termo que vêm sendo usado cada vez com mais frequência e explicado bem minuciosamente no post: A satisfação do cliente interno potencializa a qualidade de serviço.

Por sua vez, gerenciamento de projeto significa, segundo a instituição voltada para discorrer e estudar sobre: “Gerenciamento de Projetos (GP), é a aplicação do conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas para atividades do projeto para então atender aos requerimentos do projeto”. É importante já termos em mente a definição sobre projeto (algo único, com objetivos, stakeholders e datas bem definidas), pois já podemos prever alguns cenários aonde temos boa gestão de RH, um bom GP, mas um gerente de RH que possa não ter muita expertise numa tomada de decisão, ou aonde o GP não é bem assistido pois a equipe não está alinhada ao objetivo de um projeto são exemplos do que e como um projeto pode desandar, seja desde a tomada de decisão até a última etapa de conclusão de um projeto porque as ferramentas de GP não estão sendo usadas de forma correta.

Desenvolvimento

Antes de discorrermos os cenários possíveis, precisamos definir o escopo que seguiremos e definir que ficaremos apenas na parte de estudos empíricos. O escopo que se segue é: O primeiro passo cronológico é escolher o melhor projeto (melhor decisão) para se trabalhar, sempre de acordo com a política e ética da empresa aonde se está trabalhando. É preciso vestir a camisa da empresa. Ao mesmo tempo, o gerente do projeto possui uma preferência de escolha pessoal, seja por causa da dificuldade do mesmo, das recompensas que este projeto pode dar a equipe, seja financeiramente ou pelo conhecimento que se irá adquirir ou até mesmo por fatores internos, como a expertise do profissional em projetos similares ou fatores externos, como necessidade de atendimento de um cliente, pois nele se vê uma potencial oportunidade (que por sua vez precisa de um planejamento estratégico de antemão para a oportunidade ser percebida) de crescimento frente a seus concorrentes, por exemplo.

Para poder escolher o melhor projeto, precisa-se conhecer bem os objetivos dos clientes (entende-se clientes como pessoa ou pessoas que financiam e que necessitam que um projeto seja feito por uma equipe) no projeto que está sendo trabalhado e se é possível concluir o projeto dentro do prazo estabelecido, com a equipe necessária (função do RH de contratar pessoas eficientes) e ainda com os recursos, sempre finitos, sabendo gerenciar todas as variáveis antes e durante a execução. A documentação de um planejamento do projeto se faz necessária nesta ocasião, ser bem detalhada.

O segundo passo na cronologia é saber escolher gente minimamente competente para realizar o projeto. O tamanho da equipe, por sua vez, também é importante, pois uma pequena equipe geralmente não consegue concluir um grande projeto em pouco tempo. Surge então a ideia do Triangulo de Ferro a seguir:

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Figura 2 – Triangulo de Ferro Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/337872/

A troca de ideias e experiências do grupo se dá pela convivência e durante o feitio do projeto, entregando ao mesmo, preferencialmente, um nível imparcial de ideias com uma grande abrangência, podendo até extrapolar as expectativas de clientes de acordo com o que já foi pré-estabelecido (se os conflitos forem bem tratados, função do gerente inclusive, pois sempre haverá desavenças entre pessoas), mesmo não sendo o aconselhável na maioria das vezes. É preciso o próprio cliente especificar o que quer (ou o que não quer de forma alguma) de forma objetiva, mesmo não havendo certeza do que quer, a princípio. Tendo tudo documentado de forma clara para posterior consulta. Seja por outros projetos ou não. Outro aspecto é conseguir fazer com que todos os integrantes do grupo consigam divergir para o objetivo e que eles se sintam parte importante da conclusão do projeto, tendo um propósito de estarem participando dele.

O terceiro passo, depois de já ter escolhido o projeto a se trabalhar, a equipe já formada e trabalhando em cima do projeto, enquanto o mesmo esteja sendo executado, é preciso ter alguém como mediador e utilizando tudo o que sabe sobre GP. Pois é esse diferencial que dirá o rumo de um projeto. A direção e sentido que o vetor diretor apontará dependerá de quem está no comando, assim como a sua intensidade.

Usando como base a Figura 2 e abrangendo mais a complexidade de um projeto, admitindo premissas e as 10 áreas inseridas no PMBOK Guide, cria-se um triângulo de ferro mais elaborado, completo e influenciado até mesmo por agentes externos ao projeto, porém os agentes se tornam internos a partir da criação de um programa, pois os recursos e aquisições usadas são compartilhadas em diversos projetos e o RH ajuda a gerenciar os times, que podem ter um integrante em mais de um projeto ao mesmo tempo.

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Figura 3 -Resumidamente, temos todos estes aspectos juntos que colaboram para uma qualidade satisfatória Fonte: http://reengenhariaequalidadetotal.blogspot.com/2010/06/qaulidade-total.html

Uma ferramenta, com um exemplo bem interessante para o gerenciamento de projeto é o método PERT, inserido no post dedicado a esta assunto da autoria de Rafael de Lemos Gomes, aonde é descrito todo o método sucintamente e que deixa claro o seu objetivo para um gerenciamento eficiente do GP, explicitando as tarefas a serem concluídas e suas implicações no decorrer do tempo de forma clara num fluxograma, o que fica visualmente aceito.

Conclusão

Portanto, o que se espera como resultado de um projeto de sucesso é que, além da satisfação dada ao cliente, a equipe responsável consiga absorver aprendizados e aprender com os erros, sabendo que no final, todas as instruções de como proceder para chegarmos a um resultado satisfatório foram tomadas e entendidas por todo o elenco. Tal entendimento se dá pelo treinamento da equipe previamente ao início do projeto, onde é instruído tudo que for necessário para um projeto de cada vez. Contudo, o que deve ser treinado é papel de um gerente, assim como planejar todo o restante do projeto, como cronograma, orçamento, escopo e gerenciar todos os stakeholders, sendo o último item uma preocupação constante.

É necessário então para um bom gerente, principalmente de projetos que tenha então, pelo menos algumas destas características:

  • Ser objetivo e saber aonde quer chegar
  • Ter organização e saber botar todos os pontos em ordem
  • Saber delegar discussões com diversos pontos de vista
  • Saber priorizar objetivos mais importantes e saber que não necessariamente conseguirá atingir objetivos secundários
  • Ter autoconfiança para ter certeza de que todas as escolhas foram as corretas e que suas consequências podem ser medidas e que podem ser encaradas
  • Planejar bem para saber que caso algo dê errado, saber o que pode ser feito para contornar a perda com danos mínimos.

E para habilidades desejáveis:

  • Liderança
  • Comunicação
  • Negociação
  • Resolução de Problemas
  • Influência na Organização

É importante perceber que todas as características citadas acima são pontos pessoais e intransferíveis. Nem sempre é possível ter todos os pontos, mas indiscutivelmente, são necessários para um bom gerenciamento e controle, tanto da equipe quanto dos projetos. Já as habilidades são pontos que possivelmente consiga-se obter tendo experiência em outros projetos e tendo vontade de aprender e adquiri-los torna projetos mais suscetíveis a um bom resultado

O que você acha de um bom líder? É algo fictício? E o que é preciso para estar engajado em um projeto de sucesso na visão dos stakeholders internos? De que maneiras é possível fazer com que todos os aspectos citados acima consigam nortear toda uma equipe para um projeto que consiga atender todas as expectativas? Elabore as ideias no campo dos comentários e vamos discorrer mais sobre este assunto de extrema abrangência.

Referências

Frasco, Tomás. MBA em Gestão de Projetos. Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/337872/. Acesso em 26 de agosto de 2018.

LEMOS GOMES, Rafael De. Você tem dificuldade em manter seus projetos em dia? A Rede PERT pode te ajudar! In: UVAGPCLASS, Rio de Janeiro, 25 de maio de 2018. https://uvagpclass.wordpress.com/2018/05/25/voce-tem-dificuldade-em-manter-seus-projetos-em-dia-a-rede-pert-pode-te-ajudar/. Acessado em: 25 de Setembro de 2018.

NEWTON, Richard. O Gestor de Projetos. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2011.

PMI. What is Project Management. Disponível em: <https://www.pmi.org/about/learn-about-pmi/what-is-project-management&gt;. Acesso em: 25 de agosto 2018.

ROJAS LUIZ, J. V.; DE SOUZA, F. B.; ROJAS LUIZ, O. Práticas PMBOK® e Corrente Crítica: antagonismos e oportunidades de complementação. Gestão & Produção, v. 24 no. 3 São Carlos jul./set. 2017

SIGNIFICADOS. Significado da sigla RH. Disponível em: <www.significados.com.br/rh/>. Acesso em: 25 agosto 2018.

TAVARES, Matheus. A satisfação do cliente interno potencializa a qualidade de serviço. In: UVAGPCLASS. Rio de Janeiro, 29 de Março de 2018. https://uvagpclass.wordpress.com/2018/03/29/a-satisfacao-do-cliente-interno-potencializa-a-qualidade-de-servico/. Acessado em: 25 de Setembro de 2018.

 

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