No mercado competitivo em que estamos inseridos é necessário que as empresas busquem continuamente por melhorias de processos e resultados, oferecendo produtos e serviços de qualidade cada vez mais elevada e ao menor custo (CAFURE, 2016). Através deste post você vai entender do que se trata a prática do Benchmarking, conhecer os tipos, saber como aplicá-lo ao seu negócio e identificar as vantagens e desvantagens desta ferramenta.

O Benchmarkig é uma ferramenta que tem por objetivo levar a empresa a mudar seus projetos e/ou processos comparando-os com as melhores práticas exercidas por empresas do mesmo setor por meio de análises detalhadas, podendo ser aplicadas a um processo, departamento ou à empresa em geral. (ORTIZ, 2017)

O Benchmarking foi introduzido no mundo empresarial pela Xerox em 1970, nos EUA e teve sua difusão mundial em 1980 sendo utilizado principalmente pelas empresas da Europa e EUA. Ainda na década de 80, os japoneses usaram o Benchmarking para dominar a indústria automobilística americana, eles chamavam a ferramenta de Dantotsu que quer dizer “melhor do melhores”. (PORTAL EDUCAÇÃO)

Segundo a ENDEAVOR BRASIL, “a fabricante norte-americana , pioneira na utilização  das técnicas de benchmarking , desmontava os equipamentos  de suas concorrentes nipônicas Cânon e Nashua, para descobrir como elas conseguiam comercializar seus produtos a preços inferiores aos seus”.

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Figura 1 – Fonte: http://benchmarkingbrasil.com.br/boas-praticas/>

Benchmarking é um processo contínuo e estruturado de aprendizagem através de análise e observação de processo e melhores práticas.” (CAFURE, 2016)

Benchmarking, é uma ferramenta que faz valiosas comparações, que pode ser traduzida como “ponto de referência”. Através de um processo de pesquisa detalhado que permite aos gestores comparar práticas, serviços, produtos e metodologias usados pela concorrência. É importante destacar que o Benchmarking não se trata de uma ação de simples imitação, mas integra a necessidade de enxergar nos processos da concorrência as melhores práticas, ou seja, as práticas que de fato funcionam no resultado final, e adequá-las às necessidades da sua organização. (ENDEAVOR BRASIL, 2015)

Segundo o PMI, Gerenciamento de Projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto para atender seus requisitos. Projetos de qualidade elevada são aqueles que entregam o serviço, produto ou resultado contratado dentro do escopo, prazo e orçamento.

O Benchmarking pode ser aplicado em diferentes fases do projeto e em cada fase ele terá uma finalidade. No início do projeto, por exemplo, o benchmarking identifica características que podem estar associadas a problemas que poderão acontecer futuramente e características que precisam de atenção especial para garantir o sucesso do projeto. Se aplicado durante a execução do projeto, o benchmarking é aplicado para orientar as decisões da equipe e do gestor. Já na fase de fechamento do projeto, a ferramenta é usada para avaliar a entrega do projeto, bem como a experiência adquirida através do projeto para futuras comparações. (TAVARES, 2017)

Este post tem como objetivo orientar o leitor sobre a aplicação da ferramenta Benchmarking, conceituando e mostrando as vantagens e desvantagens do uso desta ferramenta na gestão de projetos.

TIPOS DE BENCHMARKING

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Figura 2 – Fonte: <https://blog.luz.vc/o-que-e/benchmarking-o-que-e-e-como-fazer/&gt;

A Endeavor Brasil em seu artigo “Uma espiada na grama do vizinho, ou: como fazer benchmarking” destaca quatro tipos de Benchmarking. São eles:

  • Interno: observa e compara as melhores práticas executadas dentro da própria empresa.
  • Competitivo: analisa de forma minuciosa as práticas da concorrência visando superá-las
  • Funcional: a comparação é feita apenas nos processos de trabalho e a organização observada não precisa ser necessariamente do mesmo segmento.
  • Cooperação: parceria estabelecida entre duas empresas onde cada uma tem pontos de excelência em diferentes partes e uma permite que a outra tenha conhecimento de seus processos.

De acordo com Kerzner (2017, p. 23) as melhores práticas podem ser identificadas dentro da própria empresa, em um setor diferente, por exemplo. O problema da comparação com a concorrência (Benchmarking externo) é que nem sempre as melhores práticas identificadas em uma empresa podem ser transferíveis para outra. É necessário ter certeza que a prática comparada pode ser aplicada diretamente no negócio.

IMPLEMENTAÇÃO

Segundo o artigo “Uma espiada na grama do vizinho, ou: como fazer benchmarking” de 2015 publicado pela ENDEAVOR BRASIL, a implementação do Benchmarking pode ser dada em oito passos.

  • ANÁLISE INTERNA: Análise minuciosa dos processos e práticas empresariais internas.
  • IDENTIFICAR AS EMPRESAS DE EXCELÊNCIA: Pesquisa inicial para conhecer os concorrentes de excelência do mercado.
  • DEFINIR MÉTODOS E ESTRATÉGIAS PARA CAPTURA DE DADOS: As empresas não costumam revelar seus segredos para a concorrência, como sua empresa terá acesso a essas informações? Parcerias e convênios são sugestões viáveis.
  • ANÁLISE DE MERCADO: Depois de identifica o que precisa ser melhorado no primeiro passo, identificar as melhores práticas do mercado sobre os pontos destacados.
  • IDENTIFICAÇÃO DE LACUNAS DE DESEMPENHO: É a etapa de comparação entre as práticas da empresa e as melhores práticas do concorrente.
  • PROJEÇÃO DE NÍVEIS DE DESEMPENHO FUTURO PARA FECHAMENTO DAS LACUNAS IDENTIFICADAS: Estabelecer metas e prazos para as melhorias.
  • IMPLEMENTAÇÃO: Tomar ações para implantação das boas práticas na empresa.
  • RETROAÇÃO: Reavaliação periódica das melhorias sempre comparando às melhores práticas do mercado.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Destacam-se como vantagens da aplicação do Benchmarking:

  • Melhorar o conhecimento que a organização tem de si mesma (ENDEAVOR, 2015);
  • Descobrir práticas de sucesso de empresas que já têm conhecimento estabelecido sobre um determinado assunto (COTENT, 2016);
  • Identificar novas tendências e sair à frente (COTENT, 2016);
  • Motivar sua equipe para alcançar objetivos realizáveis, já atingidos por outras empresas (ENDEAVOR, 2015);
  • Receber novas referências de empresas que atuam no mesmo segmento que o seu (COTENT, 2016);
  • Ganhar maior conhecimento do mercado (ENDEAVOR, 2015);
  • Ganhar uma base argumentativa para discutir o curso de novos investimentos no futuro (COTENT, 2016);
  • Criar um plano desenvolver novas estratégias e habilidades que colocarão a empresa no rumo do crescimento (COTENT, 2016).

Podemos citar como desvantagens do uso desta ferramenta:

  • Somente copiar sistemas, pura e simplesmente, com certeza conduzirá a empresa a resultados nulos (ENDEAVOR, 2015);
  • Benchmarking interno possui campo de visão limitado (ENDEAVOR, 2015);
  • Um eventual excesso de foco na concorrência pode fazer a empresa perder sua própria identidade (ENDEAVOR, 2015).

CONCLUSÃO

Este post teve como objetivo dar aos gestores o conhecimento sobre a ferramenta Benchmarking para aplicarem aos seus projetos e processos de maneira a promover a melhoria contínua do negócio e garantindo a competitividade do mesmo. Através deste trabalho foi possível conceituar, destacar os tipos de Benchmarking e as vantagens e desvantagens da aplicação desta ferramenta bem como os passos para sua implementação.

Foi destacada a necessidade da comparação entre os processos da empresa e a concorrência para a percepção do mercado ao qual a organização está inserida e para a melhoria contínua de seus processos e serviços, bem como a importância de não copiar friamente um processo, mas sim observar e comparar de maneira minuciosa a melhor prática observada e então aplicá-la de maneira adequada ao processo respeitando as características da organização.

Se você quiser saber mais sobre a ferramenta Bechmarking leia os posts publicados por Riccardo Ortiz “Por que aprender com seus concorrentes?” e por Bruno Maia Tavares “O benefício do Benchmarking no gerenciamento de projetos” , disponíveis no UVAGPCLASS.

Referências Bibliográficas

CAFURE, Alexandre. Benchmarking em Gerenciamento de Projetos. In: PROJETOS E TI. Disponível em: <http://projetoseti.com.br/benchmarking-em-gerenciamento-de-projetos/&gt;. Acessado em: abril de 2018.

Uma espiada na grama do vizinho, ou: como fazer Benchmarking. In: ENDEAVOR BRASIL. Disponível em: <https://endeavor.org.br/benchmarking/&gt;. Acessado em: abril de 2018.

KERZNER, Harold. Gestão de projetos as melhores práticas. 3ª edição. São Paulo: Bookman, 2017.

ORTIZ, Riccardo. Por que aprender com seus concorrentes? In: UVAGPCLASS, Rio de Janeiro, 22/11/2017. Disponível em:<https://uvagpclass.wordpress.com/2017/11/22/por-que-aprender-com-seus-concorrentes/&gt;. Acessado em: maio 2018.

PMI, Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos. In: Guia PMBOK. Disponível em: <http://www.las.inpe.br/~perondi/23.06.2008/CCGP_a.pdf&gt;. Acessado em: maio de 2018.

Breve histórico do Benchmarking. In: PORTAL EDUCAÇÃO. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/direito/breve-historico-do-benchmarking/63834&gt;. Acessado em: abril de 2018.

TAVARES, Bruno Maia. O benefício do Benchmarking no gerenciamento de projetos. In: UVAGPCLASS, Rio de Janeiro, 04/09/2017. Disponível em:<https://uvagpclass.wordpress.com/2017/09/04/o-beneficio-do-benchmarking-no-gerenciamento-de-projetos/&gt;. Acessado em: maio de 2018.

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