A poderosa ferramenta de Michael Porter que auxilia tanto no planejamento estratégico, como no gerenciamento de projetos de uma empresa, apresenta a ameaça de novos entrantes e de produtos substitutos, o poder de barganha dos fornecedores e clientes, e a intensidade de rivalidade dos concorrentes.

Atualmente as empresas encontram diversas barreiras em implementar um projeto em uma organização por diversos fatores: tempo, escopo, comunicação e custos (Terribili Filho, 2013). Esses problemas podem ser solucionados através de um gerenciamento feito de forma precisa e eficaz. Em uma tentativa de propôr a entrada de algum projeto ou produto ao mercado, é importante que as empresas consigam avaliar as situações que permeiam o ambiente, principalmente em relação aos seus concorrentes, como esses se comportam, qual a intensidade de rivalidade e seus fornecedores e clientes.

Como uma das formas de se avaliar a situação de um determinado negócio e o ambiente externo de rivalidade que o circunda, as Cinco Forças de Porter é uma ferramenta que auxilia as empresas a verificar a situação de seus produtos e serviços, permitindo que sejam traçados planos de ação a fim de melhorar o posicionamento no mercado. De Oliveira et al (2013) afirmam que a ferramenta promove a projeção do impacto da competição em um meio de negócios. Segundo Murray (2011), o modelo criado por Porter fornece à empresa a visão para tentar pôr em destaque seu produto, podendo assim, melhorar sua lucratividade no mercado .

De fato, a aplicação das forças atua diretamente nos preços dos produtos praticados no mercado, nos custos de produção e principalmente nos investimentos a serem feitos, que poderão delimitar o retorno financeiro à empresa (Matos, Matos e Almeida, 2007).

Na Figura1, é apresentado o modelo das Cinco Forças e como elas estão interligadas entre si:

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Figura 1 – Cinco Forças de Porter

Ameaça de novos participantes: nesta força é avaliada a possibilidade de novos entrantes, quais seriam suas características principais, quais seriam as barreiras encontradas no mercado. Quanto mais altas forem as barreiras das quais os novos participantes terão de ultrapassar, mais tranquila será a concorrência. Murray (2011) exemplifica essas “barreiras” como acesso limitado aos distribuidores, retaliação prevista, baixo capital inicial e a necessidade de inovação de produtos.

  • Ameaça de novos participantes: nesta força é avaliada a possibilidade de novos entrantes, quais seriam suas características principais, quais seriam as barreiras encontradas no mercado. Quanto mais altas forem as barreiras das quais os novos participantes terão de ultrapassar, mais tranquila será a concorrência. Murray (2011) exemplifica essas “barreiras” como acesso limitado aos distribuidores, retaliação prevista, baixo capital inicial e a necessidade de inovação de produtos.
  • Poder de barganha dos fornecedores da empresa: segundo Lobato et al (2012) é o poder e a influência ao qual o fornecedor tem sobre a empresa. Nesta situação, o fornecedor pode delimitar preços, características dos produtos e sua qualidade. Isso pode ocorrer em virtude da existência de poucos fornecedores de determinado produto ou serviço existentes no mercado.
  • Poder de barganha dos clientes da empresa: este poder ocorrerá quando um comprador realizar a aquisição de um grande número de produtos, pois assim poderá barganhar descontos. Quando adquirir produtos, cuja compra seja de fácil acesso, o cliente terá a opção de obter em outros fornecedores (de Luca, 2016).
  • Ameaça de produtos substitutos: de acordo com Baltzan (2016) esta força refere-se aos produtos ou serviços que possam entrar no mercado, com funcionalidade ou benefícios semelhantes aos já existentes. Os autores afirmam que duas vertentes devem ser consideradas nesta força: a relação de preço e a avaliação da indústria. Um exemplo claro desta força é o Netflix, que alcançou uma fatia relevante de mercado em relação à Blockbuster.
  • Intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes: neste poder, é avaliada a intensidade da rivalidade entre os concorrentes. Lemes Jr. e Pisa (2010) definem que as estratégias são projetadas a fim de se conseguir uma fatia maior no mercado. Essa rivalidade ocorre em decorrência de grande concorrência, pequena variação de produtos e de pouco espaço no mercado.

De acordo com Porter (2004), ao conhecer os principais pontos de seu concorrente, a empresa estará preparada para alterar partes importantes na estratégia pré estabelecida da organização, o que fará a diferença em sua posição no mercado, para garantir vantagem competitiva em relação aos adversários, permitindo conquistar espaços maiores em setores e clientes, e principalmente podendo aumentar sua lucratividade.

Para ilustar, (Figura 2) apresento-lhes um exemplo da aplicação das cinco forças:

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Figura 2 – Aplicação das Cinco Forças de Porter

Por quê as 5 forças de Porter são importantes no gerenciamento de projetos?

Antes de se implementar algum projeto, é importante que seja verificado se este condiz com os objetivos estratégicos de uma empresa. Portanto, na etapa de Formalização da Estratégia, a organização deve avaliar diversos fatores importantes, que poderão influenciar nas decisões da empresa. Em uma dessas análises, deve-se levar em conta o ambiente organizacional, cujas partes interessadas e os concorrentes são avaliados de acordo com cada força ao qual esta exerce sobre a companhia.

Por fim, é possível concluir que a aplicação das cinco forças, inicialmente utilizadas somente na indústria, se feita de forma correta, pode auxiliar na criação de algum produto e projeto, antes de implementá-lo e lançá-lo ao mercado, pois apresentará todas as situações contrárias das quais a empresa estará passiva de sofrer, bem como avaliar suas estratégias de defesa.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BALTZAN, Paige. Tecnologia Orientada para Gestão. 6 ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2016.

DE OLIVEIRA, Maicon. at al. Roadmapping: uma abordagem estratégica para o gerenciamento da inovação em produtos, serviços e tecnologia. 1 ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2013.

DE LUCA, Thiago. Administração sob a ótica dos concursos: Teorias, contexto prático e mais 271 questões. 1 ed. São Paulo: Labrador, 2016.

LEMES JR., A; PISA, B. Administrando Micro e Pequenas Empresas. 1 ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2010.

LOBATO, David. At al. Gestão estratégica. 1 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012.

MATOS, J.; MATOS, R.; ALMEIDA, J. Análise do ambiente corporativo: Do caos organizado ao planejamento estratégico das organizações. Rio de Janeiro: E-Papers Serviços Editoriais, 2012.

MURRAY, Alan. Gestão de empresas segundo the wall street journal: Lições indispensáveis dos maiores líderes dos últimos tempos. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2011.

OS CINCO PROBLEMAS MAIS FREQUENTES NOS PROJETOS DAS ORGANIZAÇÕES NO BRASIL: UMA ANÁLISE CRÍTICA”. – Disponível em: http://www.revistagep.org/ojs/index.php/gep/article/view/99/340 (Terribili Filho, 2013)

PORTER, Michael. Estratégia Competitiva – Técnicas para análise de indústria e concorrência. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2004.

VALERIANO, Dalton. Moderno Gerenciamento de Projetos. São Paulo: Prentice Hall, 2005.

Imagem: https://endeavor.org.br/5-forcas-de-porter/

http://www.atelierdepalavras.com.br/cabo-de-guerra/

https://empreendedorabela.wordpress.com/2011/04/29/a-analise-estrutural-das-industrias-as-cinco-forcas-competitivas-de-porter-parte-1/

 

 

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