Sabemos que nos dias atuais, qualquer fator que venha levantar a empresa é importante em um mundo competitivo e mutável, cabe bem ao gestor selecionar um modelo de gestão adequado e conseguir administrar ferramentas que venham levar a empresa acima da média. Neste post, falaremos um pouco da tecnologia na área de TI, e e-commerce, mostrando os benefícios que trazem quando bem aplicadas com uma gestão de projetos eficaz. O objetivo deste post, é conscientizar o leitor, e mostrar que quando ferramentas de TI ligadas a uma boa gestão, e planejadas do jeito certo podem levar a empresa a gerar bons frutos, destacando a empresa. Analisaremos também, o quanto ferramentas tecnológicas se tornaram importantes para área de gestão empresarial, e iremos ressaltar duas ferramentas importantes para gerenciar projetos, destacando suas funções, e para que servem, analisando suas fases e conceitos, conforme o texto abaixo.

Com a expansão da internet desde a década de 90, muito se evoluiu ao longo dos anos, nos dias atuais, não há pessoa que não navegue pela internet, seja pelo computador, pelo tablet ou pelo celular, sendo ela o principal meio de comunicação da atualidade (COSTA et al., 2015). Cada vez mais pessoas gastam seu tempo navegando pelos espaços virtuais, papel importante das redes sociais, que levou a um avanço no marketing digital, empresas focaram sua divulgação para janelas de smartphones e notebooks, focando a divulgação do seu produto, para um publico alvo. Uma jogada dinâmica e inevitável, frente ao espaço que ganhava tanto desenvolvimento. Segundo Spinier (2014), uma pesquisa realizada pela forrester, 37% das marcas gostariam de usar o engajamento nas redes sociais para criar campanhas de marketing personalizadas para o cliente, em outra pesquisa, pela SEOmoz (serach engine Optimization) 60,2% dos profissionais de marketing procuram por ferramentas de analise para gerenciamento de mídia social, isso se da ao grande fluxo de informações que as empresas tem, e por causa de seu grande volume, muitas não conseguem filtrar de forma eficiente para gerar dados para tomada de decisões e direcionar o seu público alvo. Por isso, o uso da ferramenta Big Data é de máxima importância.

  • Big Data – sendo o termo que descreve o enorme volume de dados, não estruturados e estruturados gerados a cada segundo, segundo SAS (Statistical Analysis System). Seu diferencial está atrelado na oportunidade de cruzar dados por meio de diversas fontes, obtendo insights rápidos e precisos. Através desta ferramenta conseguimos, por exemplo, obter informações de mercado por meio de nossos consumidores, capturando em mídias sociais, satisfações, necessidades, desapegos e entre outras expressões, cruzando com dados internos criando insights maravilhosos para a empresa, podendo analisar dados de qualquer fonte e gerando informações que podem permitir a redução de custos, ofertas de novos produtos ou algum material de venda especifico em uma região.

 

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Figura 1 – Cruzamento de dados para criação de insights / fonte: https://sdtimes.com/data/big-data-go/

      Segundo Costa et al. (2015), a ferramenta é útil por fazer o marketing se tornar algo tão pessoal para o consumidor, assim, as relações se intensificam de forma que o cliente não percebe, mas sente a diferença. O importante de destacar do Big Data que não é o numero de dados, e sim o numero de informações que você consegue peneirar entre esse volume.

O analista famoso deste setor, Doug Laney, articulou a definição de big data como os três V’s (2000):

  • Volume – Organizações coletam dados de uma grande variedade de fontes, incluindo transações comerciais, redes sociais e informações de sensores ou dados transmitidos de máquina a máquina. No passado, armazenar tamanha quantidade de informações teria sido um problema – mas novas tecnologias (como o Hadoop) têm aliviado a carga.
  • Velocidade – Os dados fluem em uma velocidade sem precedentes e devem ser tratados em tempo hábil. Tags de RFID (Radio-Frequency IDentification), sensores, celulares e contadores inteligentes estão impulsionados a necessidade de lidar com imensas quantidades de dados em tempo real, ou quase real.
  • Variedade – Os dados são gerados em todos os tipos de formatos – de dados estruturados, dados numéricos em bancos de dados tradicionais, até documentos de texto não estruturados, e-mail, vídeo, áudio, dados de cotações da bolsa e transações financeiras.

 Para tanto, o conceito considera 5 V’s do Big Data, existindo mais 2 V’s.

  • Veracidade – Para colher bons frutos do processo do Big Dataé necessário obter dados verídicos, de acordo com a realidade. O conceito de velocidade, já descrito, é bem alinhado ao conceito de veracidade pela necessidade constante de análise em tempo real, isso significa, de dados que condizem com a realidade daquele momento, pois dados passados não podem ser considerados dados verídicos para o momento em que é analisado. A relevância dos dados coletados é tão importante quanto o primeiro conceito. A verificação dos dados coletados para adequação e relevância ao propósito da análise é um ponto chave para se obter dados que agreguem valor ao processo. (Hurwitz, Nugent, Halper & Marcia Kaufman).
  • Valor – Quanto maior a riqueza de dados, mais importante é saber realizar as perguntas certas no início de todo processo de análise (Brown, Eric, 2014). É necessário estar focado para a orientação do negócio, o valor que a coleta e análise dos dados trará para o negócio. Não é viável realizar todo o processo de Big Data se não se tem questionamentos que ajudem o negócio de modo realístico. Da mesma forma é importante estar atento aos custos envolvidos nessa operação, o valor agregado de todo esse trabalho desenvolvido, coleta, armazenamento e análise de todos esses da/dos tem que compensar os custos financeiros envolvidos (Taurion, 2013).

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Figura 2 – Os 5 V’s do Big Data / fonte: http://www.livti.com.br/blog/big-data-para-qualquer-negocio/

 

Acontece que, nesta intervenção da tecnologia, a empresa que não tem um bom ERP (Enterprise Resource Planning) e um sistema integrado para tomada de decisões, fica para trás, em um mundo competitivo é preciso saber lidar com a tecnologia e estar ciente do que ela pode causar.

Por uma análise pela plataforma virtual ILUMNO, na disciplina Informações Gerenciais Integradas, podemos dizer que tanto para um marketing digital quanto para um sistema de e-commerce eficiente, é preciso estar ciente que erros podem ocorrer em algum sistema de ti. Para que não ajam atrasos e imprevistos, é necessário que o profissional entenda o objetivo da empresa, e não só o gerente, mas como todos devem estar de acordo e convictos de suas funções e objetivo da empresa, de modo que esse trabalho tenda a garantir que serviços fiquem interrompidos o mínimo tempo possível. Está minimização do tempo requer uma série de ações que depois de executadas, precisam ser gerenciadas no seu dia a dia. Caso ocorra algo indesejável nesta área, a empresa tem que estar ciente de como tratar de um problema. Saber o grau de dependência que sua empresa tem com a tecnologia, saber o limite de processamento que o servidor aguenta, o que irá acontecer caso os profissionais não consigam entrar na empresa por fatores meteorológicos, tendo em vista que o servidor não pode parar, e ficar fora do ar?

Nesta disciplina virtual, aula 1, vimos que são fatores que quando ocorrem, acarretam negativamente na empresa, diretamente e indiretamente, pois se tratando de custo, a sempre um desperdício. Toda vez que o sistema para, a empresa deixa de ganhar, seja como capital, como custo e valor. Erros contingentes acabam degradando a imagem da empresa, criando uma imagem negativa para os clientes. Se tratando de um comercio online, a ultima coisa que você irá querer, é a falta de confiança da sua clientela por causa de erros operacionais no sistema, pois no final das contas nenhum cliente gostaria de confiar o seu cartão de crédito em uma empresa que não há credibilidade e não passe confiança.

Todas essas situações irão provocar a interrupção parcial ou integral dos serviços tecnológicos por um certo período de tempo, que poderá ser considerado curto ou não. Em situações como essa, existem duas questões que precisam ser respondidas:

Qual o serviço que sofreu a interrupção?

Identificar a criticidade de um serviço é de máxima importância, pois nem todos possuem o mesmo grau de importância ou relevância. Um sistema gerencial que controla as atividades comerciais online da empresa possui um grau de criticidade muito maior do que aquele que permite a consulta à lista interna de telefones.

Por quanto tempo o serviço não estará disponível?

Tempo é outro fator de extrema importância, diretamente relacionado ao serviço, quanto maior o grau de importância do sistema, menor é o tempo em que sua interrupção é permitida.

Para isso, existe o ITIL (Information Technology Infrastructure Library), em forma de vídeo (mp4), disponibilizado pela ILUMNO, o professor Claudio Ribeiro explica que se trata de um conjunto de cinco bibliotecas que juntos formam essa ferramenta. Nele estão inseridas as melhores práticas do gerenciamento de serviços de ti, tendo em vista a gerar algum valor para empresa. Nessa biblioteca estão um conjunto de boas práticas que já foram utilizadas por uma empresa, em algum lugar do mundo. Lembrando que essa ferramenta, não propõe o que se fazer, cabe o gestor ajustar suas necessidades e usar a ferramenta para uma melhor tomada de decisão.

O ITIL propõe um ciclo de vida para cada serviço que é por ele gerenciado, as etapas são separadas em cinco fases cíclicas, servindo para uma otimização sistemática, por meio de um vídeo da plataforma virtual ILUMNO, Claudio Ribeiro explica suas fases. São elas:

1 – Estratégia de serviços – Nesta etapa, serão onde as ideias serão construídas, onde começam a ser pensados como, por exemplo, o público alvo, qual o serviço deve ser associado a sua empresa, objetivo, o tamanho da região que ela pretende atender.

2 – Desenho do serviço – Está é a fase onde as ideias começam a virar necessidade, tomando como analise a primeira etapa, começamos a estudar o que precisaríamos para que o planejamento da primeira fase venha a dar certo. Quais ferramentas serão necessárias, se há necessidade de criar um algoritmo ou aplicativo, e qual o sistema de gerenciamento será necessário.

3 – Transição de serviço – Quando se começa a produzir aquilo que você planejou anteriormente, criando a sua estrutura de forma operacional. Exemplo, Aquisições de sistemas, contratação de pessoas e treinamentos específicos para sua equipe.

4 – Operações de serviços – Quando o serviço está em operação, funcionando de forma como tinha sido planejado nas fases anteriores, sendo aplicado na prática.

5 – Melhoria continua de serviço – Quando todas as etapas passam a ser monitoras e gerenciadas, onde se verifica se suas fases estão sendo feitas de forma correta, verificando se o processo alcançou os índices esperados do projeto. A ultima etapa pressupõe que aja uma reavaliação constante caso os resultados não venham sendo atendidos de maneira desejada, se identificado algum avanço em tecnologia que a empresa não tenha, ou manutenção de algum processo, todo os quatro processos são refeitos a fim de otimizar o processo do planejamento.

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Figura 3 – As etapas do ITIL / fonte: http://apexensino.com.br/certificacao-itil-foundation-em-blumenau/

Conclusão

Para uma empresa se manter competitiva em um mercado altamente competitivo e mutável é necessário que utilize ferramentas na área de ti para uma melhor gestão de projetos, a tecnologia está em constante evolução e devemos utilizar de suas ferramentas para um melhor manuseio, uma empresa que não se baseia nas ferramentas de gestão, acaba ficando para trás no mundo corporativo, por isso gestão e tecnologia tem que estar sincronizadas e de acordo com o objetivo da empresa. Vimos que o Big Data e a biblioteca ITIL, manuseadas juntas de forma correta, tendem a tornar a empresa mais forte, otimizando seus processos, e gerando um gerenciamento de projetos mais poderosos, com processos otimizados e analise de decisões mais decisivas e claras.

 

Referências Bibliográficas:

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