A ferramenta utilizada para contornar eventuais problemas na produção, identificando a relação entre causa e defeito de duas variáveis quantitativas.

O princípio da ferramenta do diagrama de dispersão foi realizado por Francis Galton, primo de Charles Darwin, antropólogo, meteorologista, matemático e estatístico, criador da teoria da Eugenia, sua teoria era a de que, a altura média dos pais de uma determinada altura tendia a se deslocar ou regredir até a uma altura média de toda a população. Mais tarde, sua teoria fora comprovada por Karl Pearson, afirmando que tanto os filhos mais baixos quanto os mais altos, sempre tendiam para uma mesma média de todos os homens.

De todos os modelos gráficos utilizados hoje em dia, o método do diagrama de dispersão é impreterivelmente o método mais comumente usado nos gráficos estatísticos. Com esse método, foi possível a descoberta da correlação e regressão, além de grande parte das estatísticas conhecida nos dias de hoje.

O diagrama de dispersão faz parte das sete ferramentas da qualidade, ele é a etapa seguinte do diagrama de causa e efeito, pois verifica-se se há uma possível relação entre as causas, isto é, nos mostra se existe uma relação, e em que intensidade.

É uma ferramenta que indica a existência, ou não, de relações entre variáveis de um projeto e sua intensidade, representando duas ou mais variáveis uma em função da outra. Sua utilização se deve para a visualização do que acontece quando ocorre uma mudança da variável.

O gráfico de dispersão é comumente uilizado por gerentes de projetos para avaliar o andamento do projeto, podendo analisar o cruzamento de diversas informações sobre o status real em que se encontra o projeto. Seja em análise sobre as etapas concluídas, dias de atraso e satisfação dos stakeholders.

Abaixo, mostrarei a vocês as possíveis situações que podemos encontrar ao realizar o preenchimento das informações.

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Figura 1 – Tipos de correlação / Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/Strong–weak–no-correlation.png

1 Correlação positiva: Ocorre quando há uma aglomeração dos pontos em tendência crescente, significa que conforme uma variável aumenta, a outra variável também aumenta.

2 Correlação negativa: Ocorre quando os pontos se concentram em uma linha que decresce, significa que conforme uma variável aumenta, a outra variável diminui.

3 Correlação nula: Ocorre quando há uma grande dispersão entre os pontos ou eles não seguem tendência positiva nem negativa.

 

Como construir um gráfico de dispersão?

1° Passo: Colete dados em pares ordenados (x, y) e organize-os em uma tabela.

2° Passo: Encontre os valores de máximo e de mínimo, tanto para x como para y.

3° Passo: Defina as escalas dos eixos de forma que ambos os comprimentos sejam aproximadamente iguais. A variável causa deverá ficar no eixo horizontal enquanto a variável efeito deverá ficar no eixo vertical.

3° Passo: Marque os dados em papel milimetrado. Quando os mesmos valores de dados forem obtidos, trace círculos concêntricos, ou marque o segundo ponto rente ao primeiro.

4° Passo: Após a inserção de todos os dados necessários, certifique-se de que os itens estejam claros para que qualquer pessoa possa entendê-lo. Título do diagrama; Período de tempo; Quantidade de pares de dados; Denominação e unidade de medida de cada eixo; Nome da pessoa que elaborou o diagrama.

 

Vantagens da utilização do diagrama de dispersão

  • Identificação de um possível relacionamento entre várias variáveis;
  • Melhor visualização entre a intensidade do relacionamento das variáveis analisadas;
  • Sua realização serve para comprovar a relação entre dois efeitos, permitindo uma rápida conclusão

 

Desvantagens da utilização do diagrama de dispersão

  • Exige um profundo conhecimento sobre as áreas de possíveis soluções para o problema;
  • Não necessariamente ocorrerá uma relação entre causa e efeito para a solução do problema;
  • Necessidade de um alto número de informações para uma completa análise dos dados.

 

Exemplo de utilização

Abaixo, utilizarei um exemplo simples de como analisar leituras rápidas e obter conclusões objetivas através da montagem do gráfico de dispersão.

Consideramos os dados abaixo como um sistema de pares ordenados (x,y) correspondentes ao peso e a altura  de duas turmas distintas do nono ano.

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Figura 2 – Dados / Fonte: https://estatistica10a.weebly.com/estatiacutestica.html

Após alimentarmos o gráfico com as informações, podemos concluir que existe um tipo de correlação entre os dados obtidos, quanto maior o peso de um aluno, consequentemente sua altura também se torna maior.

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Figura 3 – Gráfico / Fonte: https://estatistica10a.weebly.com/estatiacutestica.html

 

Com isso, podemos concluir que as duas variáveis estão correlacionadas entre si, ocorrendo assim, uma correlação positiva entre a causa e o efeito dos dados analisados.

Concluindo esse post, podemos dizer que o método de aplicação do gráfico de dispersão é fundamental para a análise de correlações entre fatores que podem agravar o não cumprimento de prazo do projeto e/ou a insatisfação de seus clientes, seja eles internos ou externos. Através de uma análise minuciosa do gráfico das variáveis analisadas, podemos definir quais as melhores alternativas para conseguirmos solucionar os problemas e concluirmos o projeto com sucesso.

 

Referências Bibliográficas:

Kume, Hitoshi. Métodos Estatísticos para Melhoria da Qualidade. Editora Gente, São Paulo – SP, 4º edição, 1993

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2909441/mod_resource/content/1/Aula-01.pdf acessado em novembro/2017

https://estatistica10a.weebly.com/estatiacutestica.html acessado em novembro/2017

http://ferramentasdaqualidade.org/diagrama-de-dispersao/ acessado em novembro/2017

http://marketingfuturo.com/diagrama-de-dispersao-o-que-e-como-e-quando-usar/ acessado em novembro/2017

https://voitto.com.br/blog/artigo/diagrama-de-dispersao acessado em novembro/2017

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