Você sabe qual a importância da matriz GE dentro de uma organização? Leia esse post para que você possa compreender melhor seus objetivos e sua importância.

A matriz GE / McKinsey foi criada nos anos 70 pela GE , com o auxilio da consultoria McKinsey, para ser utilizada em uma empresa controladora que contem vários negócios, assim conseguir analisar com mais eficácia seus produtos/serviços. A matriz GE surgiu como uma alternativa à Matriz BCG, a matriz GE é uma matriz 3×3 enquanto a BCG e uma matriz 2×2, assim a matriz GE possibilita uma maior oportunidade de analise. A matriz GE/McKinsey e uma ótima ferramenta para empresas controladoras (holdings), com ela e possível fazer uma análise dos negócios do seu portfolio, permitindo assim que os gestores entendam quais as unidades de negócio mais importantes para a empresa tendo em conta as suas posições face à atratividade da indústria em que operam e assim torne mais fácil a decisão de investir ou não nos negócios em questão.

Podemos citar, como principais objetivos da Matriz GE, os seguintes pontos:

  1. Decidir qual unidade de negócios deve receber mais ou menos investimentos;
  2. Desenvolver estratégias de crescimento incluindo novos produtos e negócios ao portifólio;
  3. Decidir quais negócios ou produtos não deverão permanecer.

WhatsApp Image 2017-05-20 at 23.29.28                            Matiz GE – McKinsey / Fonte:www.thebusinesszoom.com

 

Como podemos ver na imagem acima, há três tipos de estratégias (representadas com 3 cores diferentes) a ter em conta na utilização deste modelo nomeadamente:

1. Investimento Seguro e Crescimento

Caso as unidades de negócio estejam presentes no canto superior direito desta matriz (espaço verde) significa que devemos priorizar essas unidades de negócio e investir nas mesmas com o objetivo de as fazer crescer ao máximo possível.

2. Investimento Seletivo/Cauteloso

Neste caso, as unidades encontram-se na zona amarela da matriz, ou seja, existe um risco inerente moderado quanto ao sucesso destes negócios. Devido à grande ambiguidade existente quanto à tomada de decisão desta categoria apenas se deverá investir na mesma se sobrar dinheiro após os investimentos seguros e de crescimento (da zona verde).

3. Zona de Perigo – Colher e/ou Desinvestir

Tal como o título indica, estamos perante uma situação em que nem as unidades de negócio nem o mercado em questão têm qualquer tipo de sucesso (zona vermelha). Desta forma a empresa deverá colher o máximo de benefícios restantes do negócio tendo em vista o desinvestimento do mesmo.

Temos também, duas variáveis/dimensões a ter em conta nesta matriz que são:

1. Atratividade da Indústria, que determina o quão vantajoso é para uma empresa estar nesse mesmo mercado. Esta dimensão compreende:
-O tamanho do mercado;
-Taxa de crescimento de mercado;
-Nº de concorrentes no mercado;
-Lucratividade do mercado;
-Entre outros fatores.

2. Força da Unidade de Negócio, que determina qual o poder e a posição da respectiva unidade de negócio da empresa face aos concorrentes existentes no mercado. Esta dimensão compreende:
-Quota de mercado;
-Taxa de crescimento da quota de mercado;
-Resultados financeiros comparativamente aos concorrentes;
-Capacidade de produção face aos concorrentes;
-Entre outros fatores.

E é essencial que a empresa para conseguir bons resultados com a matriz GE , conheça muito bem o mercado, e para isso, deve-se utilizar o Benchmarking. Com o uso do mesmo, a empresa conseguirá entender melhor o panorama total do seu mercado, quais as suas tendências e se estão adotando as melhores práticas, com isso em mãos, o grau de confiabilidade da matriz GE feito pela empresa, será muito maior.

Na prática, podemos observar, que a matriz GE/McKinsey possui algum nível de complexidade, já que existem noves possibilidades distintas quando se combina a análise da força competitiva do produto com o nível de atratividade do mercado.

 

WhatsApp Image 2017-10-08 at 19.43.42                                                  Matriz GE / McKinsey / Fonte: do Autor

 

Abaixo encontram-se, em termos gerais, os comportamentos a adotar em cada uma dessas 9 situações:

1. Atratividade de Mercado Alta/Força Competitiva Alta: Proteger a posição de liderança, maximizar investimentos e ser seletivo nos mesmos.

2. Atratividade de Mercado Alta/Força Competitiva Média: Investir para aumentar a quota de mercado, procurar segmentos em crescimento para chegar à liderança.

3. Atratividade de Mercado Alta/Força Competitiva Baixa: Procurar rentabilização para se ter cashflow, balançar os investimentos e ser seletivo nos mesmos.

4. Atratividade de Mercado Média/Força Competitiva Alta: Investimento seletivo, segmentação para encontrar oportunidade de liderança, consolidação das forças do produto e minimização das suas fraquezas.

5. Atratividade de Mercado Média/Força Competitiva Média: Investimento seletivo, especialização e foco em segmentos de mercado em crescimento.

6. Atratividade de Mercado Média/Força Competitiva Baixa: Colher os resultados das vendas e começar a desinvestir.

7. Atratividade de Mercado Baixa/Força Competitiva Alta: Especialização, procurar nichos de mercado, expandir o negócio para reduzir a concorrência.

8. Atratividade de Mercado Baixa/ Força Competitiva Média: Especialização e procura de nichos de mercado, enquanto se começa a desinvestir progressivamente.

9. Atratividade de Mercado Baixa/Força Competitiva Baixa: Reforçar a gestão para planear o timing de abandono, colher o resultado das vendas

 

Aplicando a matriz Ge/McKinsey usaremos como exemplo a empresa XYZ que possui 3 unidades de negocio: 1- Fabricante de Arroz ,  2- Fabrica de Cosméticos em Geral , 3- Revendedora do ramo de fotografia em geral. Para começar a empresa fará analise da atratividade do mercado de cada um dos segmentos, com auxilio do benchmarking ira analisar o tamanho de cada mercado, lucratividade desse mercado entre outros , e depois a analise de competitividade dos mesmos, também analisando cada item, como capacidade de produção frente aos concorrentes, resultado financeiro face aos concorrentes, entre outros.

 

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Matriz GE / McKinsey / Fonte: do Autor

 

Após a pesquisa chegou se ao resultado visto no quadro, nele podemos analisar que a unidade de negocio de equipamentos fotográficos tem uma atratividade de mercado baixa e uma competitividade baixa também, estando assim não zona de perigo, portanto deve-se desfazer desse negocio, pois não terá beneficio algum para a empresa.

Já a fábrica de cosméticos tem uma situação estável, com um risco moderado, no momento o melhor a se fazer e manter ela como esta, nem aumentar nem reduzir investimentos.

E na fabricante de arroz obteve um resultado interessante, como pode se observar o arroz tem alta atratividade do mercado e isso e permanente sendo o arroz a base da alimentação do brasileiro, mas vemos que na competitividade com nossos concorrentes a fabricante de arroz esta no grau médio, portanto deve se fazer investimentos nessa fabricante, para que ele consiga se equiparar e superar seus concorrentes tanto em produção quanto em tecnologia, assim conseguindo maior lucratividade num mercado tão atrativo.

Conclui-se então que a matriz GE é uma forma mais sofisticada da matriz BCG e uma das ferramentas mais completas que um gestor pode utilizar na tomada de decisão, que analisa qual portfólio mais se encaixa nos pontos fortes da empresa e avalia o potencial de lucros e vendas. Se usado de forma correta ajuda a expandir o mercado e da vantagem sobre os concorrentes, porem se usada de maneira errada pode gerar divergências nos resultados, deixando a empresa desatualizada e previsível para seus concorrentes.

 

Referências bibliográficas:

http://marketing.curadoriaemacao.com.br/index.php/2017/09/02/analise-swot-matriz-bcg-e-matriz-ge/ (Consultado 08/10/2017).

http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Matriz_GE_ou_matriz_McKinsey.htm (Consultado 08/10/2017).

https://www.sinnaps.com/blog-gestion-proyectos/matriz-mckinsey Consultado 08/10/2017).

http://www.thebusinesszoom.com/matriz-ge—mckinsey.html (Consultado 08/10/2017).

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