Atualmente não é possível dizer que se pode exercer uma adequada gestão do projeto sem considerar o método do caminho crítico. Mas o que vem a ser o CPM (Critical Path Method)? Como ele surgiu? Para o que exatamente serve este método?

Na época dos anos 50 surgiu o método do caminho crítico. O mesmo iniciou-se com dois projetos simultâneos, porém não relacionados. O Programa de Míssil Balístico da Marinha Americana (Polaris) estava atrasado e necessitava de ajuda para que o problema fosse resolvido. A solução sugerida foi que o projeto fosse dividido em milhares de tarefas, cada uma delas representadas por uma seta, cada seta conectada em sequência própria, com a estimativa de duração de cada tarefa e o cálculo da duração do projeto e do grau de importância crítica de cada tarefa.

Durante esse mesmo período, a Companhia El DuPont de Nemours, uma companhia química americana, passava por atrasos em tempos de resposta em seu projeto para reorganização de suas instalações para a produção de vários produtos. Eles também precisavam de ajuda e a solução proposta era parecida com a do Programa Polaris.

A abordagem do grupo que desenvolveu o método DuPont foi nomeado Método do Caminho Crítico (CPM)

O método do caminho crítico é uma técnica utilizada mais frequente em planejamento de projetos. Quando se fala em gerenciamento de diversas tarefas, pessoas e dependências, o CPM auxilia a manter o projeto e o orçamento em ordem, oferecendo assim visibilidade a trabalhos mais importantes no projeto. De uma maneira mais detalhada, é uma abordagem no agendamento de projeto que decompõe o mesmo em diversas tarefas de trabalho, expõe-las em um gráfico de fluxo e, por fim, calcula a duração do projeto.

O método em questão mostra uma representação visual das atividades do projeto, apresentando de forma clara o tempo necessário para a conclusão de tarefas e rastreia as atividades para que não ocorram possíveis atrasos. O CPM ajuda também na diminuição de incertezas quando se calculam os tempos de conclusão de duração, o mais longo ou mais curto para cada atividade. Com isso, consideram-se fatores inesperados que podem impactar nas tarefas e diminuem-se as chances de surpresas imprevisíveis que podem vir a ocorrer ao longo do projeto.

Sendo de extrema importância para o gerenciamento de projetos, está técnica utilizada também apresenta três benefícios para os gerentes de projeto:

  1. Identifica as tarefas mais importantes: O método do caminho crítico mostra claramente as tarefas que necessitam de uma maior atenção. Se uma tarefa demorar mais tempo do que o estimado, tem inicio e fim mais tarde que o planejado, todo o projeto será negativamente afetado.
  2. Auxilia na redução da duração de projetos: Se após a analise de tempo inicial ainda existir algum interesse em reduzir a duração do projeto, ficará claro qual tarefa poderá ter seu tempo reduzido. Como os resultados do CPM são representados em um gráfico de barras, fica mais compreensível ver e analisar o tempo do trabalho com um todo. Portanto, poderá ver as atividades do caminho critico como também a duração de tarefas e a sequencia de cada uma delas. Assim, gera-se um maior nível de compreensão do prazo, deixando de forma mais clara a visão geral sobre cada tarefa que deverá ser modificada e quais delas deverão permanecer inalteradas.
  3. Compara o que foi planejado com o progresso real:Por fim, este método pode ser usado também para planejamento progresso futuro, comparando com o progresso em tempo real, ou seja, ao longo de um projeto, o gerente pode identificar tarefas já finalizadas, prever a duração dos projetos que estão em andamento, planejar mudanças e durações futuras de cada tarefa.

Como montar o diagrama de rede do seu projeto e identificar seu caminho crítico?

Primeiramente, devem-se identificar os pré-requisitos necessários para a montagem do seu diagrama. São eles:

  • Estimativa de duração de cada atividade;
  • Os predecessores de cada atividade.

Após a analise dos pré-requisitos, parte-se para o a montagem do digrama, que, que possui um passo a passo:

1° passo: Especificação de cada atividade

Você precisara identificar cada tarefa que estará envolvida em todo seu projeto, porem, nesta lista deverá conter somente as atividades de alto nível, que você poderá dividir em partes menores. Caso haja seja identificadas tarefas de níveis inferiores, a analise do caminho critico, pode vir a se tornar complexa para gerenciar e manter. Escolhe-se então como apresentar a divisão da estrutura do trabalho do projeto

2° passo: Estabelecer as dependências

A maioria das atividades que serão cumpridas, dependem que uma outra termine para que ela comece. Portanto, se identificar qual dessas tarefas depende da anterior, você conseguira identificar a sequencia correta. Para isso, seguimos um plano de três perguntas básicas para que se consiga identificar os antecessores imediatos de cada atividade.

  • Qual tarefa deve ser finalizada antes de que essa tarefa comece?
  • Quais tarefas devem ser finalizadas ao mesmo tempo que esta tarefa?
  • Quais tarefas devem acontecer assim que esta tarefa seja concluída?

3° passo: desenhar o diagrama de rede

Como já foi identificado as tarefas e quais suas dependências no primeiro e segundo passo, você poderá prosseguir criando o esboço do gráfico de analise do caminho critico (CPA), mais conhecido como diagrama de rede. Ele nada mais é do que a representação visual de suas atividades baseados em dependências.

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Figura 1 – Diagrama de Redes

4° passo: Estimativa de tempo e finalização da atividade.

Nesta parte da montagem, você devera estimar o tempo que será necessário para completar cada atividade.  Este tempo poderá ser estimado em dias, caso seja um projeto menor, ou estimado em semanas, caso seja um projeto que tenha uma maior complexidade.

5° passo: Identificando o caminho critico

Existem duas maneiras para a identificação do caminho critico. Você pode utilizar  o diagrama de redes, onde identificará o caminho mais longo na rede, ou seja, a sequência mais longa de atividades no caminho. Vale mencionar que deve-se procurar o caminho mais longo em termos de duração de dias, e não onde há mais caixas ou nós. Outra maneira de identificar o caminho crítico, é identificando as tarefas criticas, utilizando técnica de avanços e retrocessos, onde se aponta os tempos de inicio e termino para cada tarefa.

Quanto mais caminho critico em um projeto, maior a probabilidade de alteração no cronograma.

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Figura 2 – demonstrativo de um caminho crítico

6° passo: Determinar as folgas de cada atividade.

Folga é o tempo adicional que pode ser gasto na atividade em questão sem afetar a duração do projeto.

Folga livre é quanto tempo uma atividade pode atrasar sem que tenha impacto no início da atividade sucessora.

A folga total é quanto tempo uma atividade pode atrasar sem que haja impacto no término do projeto (Diferença entre o término mais cedo e o término mais tarde).

Após esses seis passos é possível compreender que que um dos maiores benefícios do método do caminho crítico é a identificação das tarefas cruciais que caso não relevadas, terão grande impacto na data de conclusão do projeto, tendo a visibilidade sobre o andamento do projeto, o que auxiliará a confirmar se tudo está ocorrendo como planejado.

Em suma, conclui-se que o método aplicado permite a inserção de grande quantidade de segurança em tempo que acaba sendo desperdiçado pelos recursos envolvidos. Esta conduta reflete o pensamento que a lógica do Caminho Crítico induza aos gerentes de projeto a preocupação única em concluir cada uma das tarefas dentro do prazo conforme estipulado no planejamento. No entanto, este fato leva a sugerir ou permitir prazos para realização das tarefas, pois entende-se que desta forma diminuam as possibilidades de alguma atividade atrasar e, consequentemente, do projeto como um todo.

 

Referências Bibliográficas:

http://artia.com/blog/metodo-do-caminho-critico/ – Acesso em 08/11/2017

https://blog.runrun.it/metodo-do-caminho-critico/ – Acesso em 08/11/2017

PMBOK – Project Management Body of Knowledge – PORTUGUÊS – Acesso em 08/11/2017

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