Existem muitas áreas da fotografia, como a de eventos (e suas variações: casamentos, aniversários, etc), moda, família, arquitetura, fotojornalismo, e muitas outras. Para cada uma dessas áreas existem estudos e abordagens diferentes para serem adquiridas de modo que seja possível crescer e se desenvolver na área escolhida, partindo do princípio que será levado como profissão.

Que a fotografia é única e totalmente pessoal acredito ser praticamente uma verdade, mas seguindo essa lógica várias perguntas podem aparecer sobre uma carreira:  Como me diferenciar dos outros fotógrafos? Como encontrar o meu nicho de mercado? Como fazer a pessoas enxergarem essa minha fotografia única? Como me diferenciar nesse mercado tão competitivo não apenas fotografando mas entregando algo a mais? Como inserir a fotografia, que é em sua natureza mais pura é unicamente artística, nessa visão de mercado? Como tornar o meu trabalho mais profissional? Essas e muitas outras perguntas permeiam a vida de um fotógrafo, principalmente os iniciantes.

 

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figura 01 – Gerenc. de projetos / fonte: https://www.fotografia-dg.com/gerenciamento-de-projetos-na-fotografia-de-eventos/

É nessa hora que o conhecimento sobre Gestão de projetos e suas ferramentas faz TODA a diferença!

Montar um portfolio, montar uma campanha, captar novos clientes, cobrir um evento, estruturar a sua marca… Todos esses são exemplos de projetos que podem mudar o rumo da sua carreira / empresa.

 

Curiosamente os fotógrafos vivem de projetos, mas poucos e dedicam a entender esse assunto e descobrir as vantagens de uma gestão de projetos profissional.

 

Para evitar falsas expectativas, a meta não é fazer alguém fotografar melhor, aliás muito longe disso. O objetivo é dar base e estrutura para quem está começando ou mesmo dar outra visão para quem já tem mais tempo de mercado. Toda empresa que começa estruturada tem muito mais chance de crescer. Quantos de nós já não vimos ou ouvimos falar de empresas pequenas e até grandes quebrarem? Muitas vezes foi apenas falta de organização. Vamos encarar isso como a preparação de um alicerce e em cima dele construirmos nosso trabalho na fotografia.

 

Para dar início a essa jornada, vamos conhecer a metodologia ASAP, que se divide em 5 fases

 

  1. Preparação
  2. Blueprint
  3. Realização
  4. Preparação final
  5. Go live e suporte

 

Para começar a trabalhar cada evento de fotografia como um projeto, primeiramente devemos adaptar a nossa realidade a cada etapa de um projeto. Dessa maneira, a correlação de maneira resumida seria a seguinte:

 

 Projeto                             Evento

  1. Preparação             – Abertura do projeto / obtenção de dados do evento
  2. Blueprint                 – Elaboração da pauta do evento
  3. Realização              – Dia de fotografar
  4. Preparação final    – Tratamento e seleção de imagens
  5. Go live e suporte   – Entrega do produto final para o cliente

 

É claro que essas etapas possuem subatividades relacionadas e ficaria muito extensa a explicação de cada uma nesse momento. Somente passar a fazer todas as atividades de um evento e  utilizando uma metodologia adequada, já dará um salto enorme na qualidade e no profissionalismo do trabalho, pois tudo passará a ser feito com metodologia definida. Essa metodologia mostra mais facilmente o que cada etapa do processo representa e demonstra a importância de cada uma, trabalha com o risco de cada etapa, trás ferramentas para a qualificação do trabalho e finalmente padroniza os procedimentos. Pode parecer pouco mas muito já foi conquistado ao trabalhar com essa visão de projetos.

 

Agora chegou o momento de fazer a gestão desses projetos.

 

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figura 02 – Gerenc. de projetos / fonte: https://www.fotografia-dg.com/como-gerenciar-e-controlar-o-projeto/

 

Quando estamos trabalhando com apenas um projeto, a gestão dele não é tão complexa, pois temos uma única linha de tempo com suas várias atividades devidamente relacionadas. A medição do projeto deve ser feita em períodos definidos, ou seja, com periodicidade definida. Pode ser semanal, quinzenal ou mensal.

A maneira que o projeto será medido depende de cada um. Essa medição começa com o fator tempo, ou seja, se o cronograma de todas as atividades relacionadas na estruturação do projeto, estão de acordo com as atividades executadas. A partir dessa medição são feitas análises para verificar se está tudo ok ou não. Claro caso algo não esteja ok, precisa identificar o problema, planejar para resolvê-lo e trabalhar para que não aconteça novamente. Na verdade a medição de um projeto é muito mais do que isso, mas como nosso objetivo é também a simplificação para a adequação ao mundo da fotografia, vou abordar de uma maneira mais simples e objetiva.

Na fotografia nunca teremos um único projeto para ser medido e analisado, sempre teremos vários projetos em andamento. No mundo corporativo isso também acontece com frequência, mas claro devido a complexidade dos projetos (tempo, número de pessoas envolvidas, etc) existem profissionais especializados e focados na gestão. Voltando para nossa fotografia, não temos essa possibilidade de ter um profissional para fazer a gestão dos nossos projetos, esse profissional somos nós mesmos. Como então fazer a gestão de todos esses projetos? Para fazer essa gestão na fotografia, recomendo trabalhar somente com o fator tempo, ou seja, controlar todos os prazos de cada etapa.

O fator tempo é o mais crítico, pois existe uma grande diferença entre o que foi definido para um projeto e os prazos acordados com o cliente. Vamos ver alguns itens na prática sobre esse fator tempo.

Além do tempo do projeto em si, agora temos a possibilidade de controlar e prever atividades paralelas (além das inesperadas) e principalmente conseguir dar conta de tudo, sempre pensando em pró-atividade. Atualmente é bem possível que as ações sejam somente reativas e em alguns casos já beirando o atraso ou de fato atrasadas.

Realizando a análise e a medição de cada projeto é possível entender qual mês existirá sobrecarga de trabalho e qual mês teremos tempo livre (boa oportunidade para fazer aquele workshop de 3 dias que nunca dava tempo), possibilitando assim ter algum plano de ação para evitar essa sobrecarga ou aproveitar da melhor maneira o tempo livre ou até já se preparar e avisar a esposa (o) que no mês X melhor nem contar com você rs.

Pode parecer complexo encarar cada evento de fotografia dessa maneira, mas além de não se complexo é algo que já fazemos normalmente nosso dia a dia, talvez apenas não tivéssemos algo tão estruturado, definido e principalmente visível. A inserção da gestão de cronogramas das atividades acredito ser uma etapa nova, mas com certeza vem para agregar.

 

Referências Bibliográficas

https://www.fotografia-dg.com/como-gerenciar-e-controlar-o-projeto/ acessado em agosto de 2017

https://www.fotografia-dg.com/gerenciamento-de-projetos-na-fotografia-de-eventos/ acessado em agosto de 2017

 

 

 

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