Acessibilidade significa incluir uma pessoa com Portadora de Necessidades Especiais (PNE) na participação de atividades cotidianas como o uso de produtos, serviços e informações. Através deste trabalho procuro falar um pouco sobre a acessibilidade no Brasil, tendo como base eventos de grande porte, como: a Copa do Mundo de 2014 ,  as Olimpíadas Rio 2016, As Paraolimpíadas 2016 e o Rock in Rio 2017. E demonstrar o seu legado, mesmo se ele foi mantido ou abandonado pela sociedade brasileira.

No mundo em que vivemos um dos maiores assuntos que vem sendo discutidos é a questão de Acessibilidade para pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNE), e com o passar do tempo essa necessidade de inclusão vem sendo procurada por varias empresas que realizam eventos grande porte. Todavia, nem sempre atingem o publico da forma esperada, pois existe um grande preconceito e até mesmo um certo desdem com as Pessoas PNE.

Essa busca constante pela inclusão faz com que a sociedade se reinvente e quebre barreiras que geram preconceitos que ainda existem em pleno século XXI. A partir dessa necessidade de Inclusão é que passa a existir uma busca, então começamos a procurar diferentes projetos para se acolher os PNE durante esses grandes festivais, e é nessa hora que buscamos o auxilio do Gerenciamento de Projetos.  Gerenciamento de Projetos seria a aplicação de conhecimentos e técnicas para se executar de projetos de forma efetiva e eficaz.

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Logo da Copa do Mundo FIFA 2014 / Fonte: FIFA

Em 2014, o Brasil foi a sede da Copa do mundo (Fifa World Cup), e a partir desse evento teve-se inicio ao legado da acessibilidade em grande escala no Brasil, foram milhões investidos em reformas e adaptações dos estádios para PNE, rampas de acesso rápido, elevadores, pontos de recarga de bateria para as cadeiras de rodas motorizadas, reestruturação de pontos de acesso aos Boulevard’s que ficavam nas praias. Além disso as obras deveriam seguir o Padrão imposto pela Fédération Internationale de Football Association (FIFA), que são:

 As exigências da Fifa

  • As posições para os cadeirantes devem ser distribuídas de forma a oferecer um bom ângulo de visão para o campo.
  • Rampas de acesso em todas as entradas e elevadores para chegar aos diferentes níveis da arena.
  • As cadeiras para os deficientes visuais devem ficar próximas às tribunas de imprensa, para que esses torcedores consigam ouvir as narrações.
  • Locais específicos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também nos camarotes e áreas VIP.
  • Piso tátil em todas as áreas de circulação e comunicação visual em braile.

    Estacionamento
  • O decreto-lei de acessibilidade 5.296 estabelece que todos os locais públicos e privados de uso coletivo como as arenas, devem ter, no mínimo, 2% de suas vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiências físicas. Os parâmetros das vagas exclusivas são definidos por recomendação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).Parâmetros
  • As vagas devem conter o símbolo internacional de acessibilidade na horizontal (no chão) e sinalização vertical (por meio de placas)
  • O espaço de circulação deve ter um adicional de 1,2m entre os veículos, podendo ser compartilhado em caso de estacionamento paralelo ou perpendicular. Também devem levar até a rampa de acesso
  • A posição deve ser privilegiada ou pelo menos disposta a evitar a circulação entre veículos 

Alexandre Barbosa, o Padrão FIFA de Acessibilidade. Disponível em: <http://www.pe.superesportes.com.br/app/18,150/2012/12/23/noticia_copa_do_mundo,21516/o-padrao-fifa-de-acessibilidade.shtml&gt;. Acesso em: 29/08/2017

Fotos de Formas de Acessibilidade na Copa do Mundo FIFA 2014 / Fonte: Google

 

Após a pesquisas e informações coletadas, podemos concluir que o Legado deixado pela copa ainda é utilizado em 90% dos estádios utilizados para sediar a Copa do Mundo FIFA, podemos concluir que a Acessibilidade esta presente nos estádios de futebol, mas infelizmente ao redor (Avenidas, ruas, falta de vagas especiais, desrespeito com a sinalização, precariedade dos meio de transporte, etc.) dos estádios ela continua precária e por muitas vezes impossibilita o PNE a ter acesso aos estádios para acompanhar seu time de coração.

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Logos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016 / Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Em 2016, a cidade do Rio de Janeiro, nos meses de Julho e Agosto foi o palco de 2 eventos de Grande porte e de Importância mundial, As Olimpíadas e as Paraolimpíadas Rio 2016, que deixou um legado de Acessibilidade incrível para as PNE, adaptações nas moradias da Vila Olímpica, construção de rampas de acesso a todos os pontos turísticos da cidade para facilitar a mobilidade dos Turistas e atletas, que vieram para competir e apreciar a Cidade do Rio de Janeiro, instalação de melhorias de acessibilidade nas redes de transporte público, manutenção dos elevadores de certos pontos turísticos, até mesmo consertar erros grotescos de engenharia, como por exemplo rampas de acesso pra PNE com Postes ou meio fios construídos nas entradas das mesmas.

Fotos de Formas de Acessibilidade nas Olimpíadas e Paraolímpiadas Rio 2016 / Fonte: Google

 

“O projeto Rotas Acessíveis, que vai adaptar e assegurar acessibilidade a diversos pontos da cidade nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Serão 4.000m² de calçadas acessíveis e 5.831m² de pavimento em concreto na entrada das principais atrações turísticas da cidade, como o Pão de Açúcar, o Corcovado, o Jardim Botânico e as praias da Barra da Tijuca e Copacabana, entre outros.

O investimento total será de R$ 2 milhões e as obras têm previsão para começar em outubro, pela região da Urca e de Botafogo. A previsão de conclusão das alterações é em um prazo de seis meses. No pacote de mudanças estão obras de nivelamento de vias e calçadas, instalação de rampas e piso tátil, retiradas de interferências e a readequação de vagas de estacionamento e pontos de ônibus.

Além disso, a Prefeitura do Rio também promete instalar 350 rampas e 150 passagens rebaixadas em calçadas no Centro. O investimento previsto é de R$ 1,5 milhão e o serviço deve ter início dentro de dois meses. A localização das estruturas será definida em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD) e a Empresa Olímpica Municipal (EOM).

PARQUE OLÍMPICO – Coração dos Jogos de 2016, o Parque Olímpico será 100% acessível e receberá competições de nove modalidades paralímpicas (de um total de 23 que serão disputadas nos Jogos de 2016): basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo (pista), futebol de 5, golbol, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas. A acessibilidade foi um dos requisitos do edital do concurso para a escolha do projeto do Parque Olímpico Rio 2016. O projeto vencedor atende de forma igualitária todos os espectadores, com ou sem deficiência, para que tenham a mesma experiência dos Jogos.

O acompanhamento dos critérios de acessibilidade, que começou na elaboração do projeto, evoluiu contando com um sistema rigoroso de monitoramento, testes com protótipos, escolhas específicas de materiais e preocupação com o tipo de execução em favor da acessibilidade. No caso dos protótipos, após instalação, teste e análise, é feita uma avaliação que em alguns casos resulta na troca de materiais. Em parceria com o Comitê Rio 2016, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, realiza periodicamente workshops com o objetivo de sensibilizar os trabalhadores do Parque Olímpico para a importância do cumprimento de critérios de acessibilidade. Eles aprendem como lidar com pessoas com deficiência e os desafios que eles enfrentam no seu dia a dia. São realizadas palestras com informações técnicas sobre acessibilidade em obras e dinâmicas como forma de oferecer experiência pessoal com diferentes tipos de deficiência. Em uma das propostas, os participantes são vendados, recebem bengalas para percorrer percursos guiados pelo piso tátil e experimentam a cadeira de rodas, passando por um circuito com rampas e diferentes tipos de piso. A intenção é mostrar que os detalhes fazem a diferença para pessoas com deficiências e essa é a razão da necessidade de cumprir requisitos como largura e altura dos componentes de acessibilidade, assim como é fundamental evitar desníveis e outros obstáculos que interfiram no deslocamento.

Na arquitetura das principais arenas esportivas dos Jogos Rio 2016 uma característica comum já chama a atenção: seus amplos acessos em nível direto ou através de rampas suaves, que visa a oferecer o mesmo nível de conforto e qualidade para todo o público a que o prédio se destina, seja ele pessoa com deficiência ou não.

O projeto das áreas comuns e das instalações esportivas do Parque Olímpico inclui rotas acessíveis, com distâncias, rampas e inclinações ideais, elevadores, guias de balizamento, guarda-corpos e corrimãos adequados aos requerimentos voltados às pessoas com deficiência, além de banheiros adaptados, comunicação e sinalização tátil, espaços para pessoas em cadeira de rodas nas arquibancadas e assentos destinados a obesos, cegos e com mobilidade reduzida. Com boa visibilidade, os assentos acessíveis foram distribuídos em níveis e setores, de acordo com a especificidade da arquitetura de cada arena do Parque Olímpico de maneira a garantir conforto, segurança e autonomia. As arenas também contam com espaços para os cães-guias, identificados, e imediatamente ao lado de seus donos, uma iniciativa nova no Brasil, sugerida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Além disso, existem áreas específicas de resgate para pessoas em cadeira de rodas nas arenas, para garantir a segurança e o socorro a essas pessoas quando as rotas de fuga incluem escadas.

Outros itens específicos também serão essenciais para um Parque Olímpico para todos. Os banheiros coletivos são adaptados para pessoas de baixa estatura e com mobilidade reduzida – os reservados têm porta que abre para fora e espaço maior entre a porta e o vaso sanitário. Os banheiros e vestiários exclusivos para pessoas com deficiência contarão com barras de apoio, espaço livre para transferência de cadeira de rodas para o vaso sanitário, louça ajustada à altura e um botão de segurança para a solicitação de ajuda com sinais sonoros e visuais, dispositivo ainda pouco utilizado no Brasil. Nas arenas vão existir também banheiros extra acessíveis – que têm medidas superiores aos banheiros acessíveis, com 3×3 metros. Esses banheiros contam com uma maca em seu interior, possibilitando melhor acesso a pessoas muito debilitadas. As Arenas Cariocas, que receberão competições com atletas em cadeiras ‘cambadas’ – mais largas que as cadeiras regulares –, contam com banheiros com áreas de circulação mais amplas.

Os critérios de acessibilidade foram seguidos inclusive nas arenas temporárias. Um bom exemplo é a Arena do Futuro, que após os Jogos será desmontada e transformada em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos. Os materiais utilizados na construção da arena serão reaproveitados para a construção das escolas acessíveis, como, por exemplo, rampas, banheiros e até mesmo o piso tátil.

A Via Olímpica, que funcionará como principal acesso dos espectadores, organizando o fluxo e interligando as instalações esportivas, também se destaca por sua acessibilidade, com inclinação inferior a 5%. Todas as arenas do Parque Olímpico contam com rampas. Além disso, há rampas de calçada e secundárias, de acesso à Via Olímpica, de forma a garantir acesso com conforto para grande fluxo de pessoas, principalmente as com deficiência. As rampas secundárias de acesso à Via Olímpica têm inclinações variadas de acordo com o espaço físico, sendo a maioria com 5%, 6% e 8,33%. Já as rampas de calçada do Parque Olímpico têm inclinação de 8,33%, seguindo a exigência da legislação brasileira. Pisos antiderrapantes e faixas de contraste visual para ajudar as pessoas com baixa visão nas escadas, corrimãos em dupla altura nas rampas, piso tátil, bem como sinalização em braile e placas com letras em alto relevo são ainda itens que complementarão o projeto de acessibilidade.

 

COMPLEXO ESPORTIVO DE DEODORO – O Complexo Esportivo de Deodoro, onde serão realizadas quatro modalidades paralímpicas (tiro esportivo, hipismo, esgrima e futebol de 7), também terá o mesmo cuidado com acessibilidade do Parque Olímpico, além de requalificação das áreas vizinhas no padrão Bairro Maravilha e do Asfalto Liso, com 224 mil m² de asfaltamento, 63 mil m² de calçadas em concreto e 5 mil m² de rede de drenagem. As intervenções também promoveram a urbanização do trecho da Avenida Brasil entre as estradas da Equitação e a Avenida Marechal Alencastro.

No entorno, 25,6 mil m² de passeios foram reformados. Como parte das melhorias de acessibilidade, além de novas calçadas, rampas e travessias elevadas, a Rua Júlio do Carmo foi transformada em uma esplanada de pedestres, que conecta a estação do metrô Praça XI à Passarela do Samba. Além disso, na Cidade Nova, as obras do Bairro Maravilha já iniciadas vão beneficiar 22 vias com melhorias de infraestrutura urbana. Os serviços incluem recuperação de pavimentação, execução de novas calçadas com nivelamento dos meios-fios e a construção de rampas de acessibilidade e de rede de drenagem.

 

ENTORNO DAS INSTALAÇÕES ESPORTIVAS

Parte das intervenções realizadas nas regiões olímpicas já foi entregue e outras estão em execução. No entorno do Maracanã, 2 mil m² de passeios e calçadas passaram por requalificação na época da Copa do Mundo, o que tornou a região mais inclusiva e acessível. Com a previsão de construção de uma nova estação ferroviária em substituição à existente em São Cristóvão, melhorias em seus acessos e percursos até o estádio estão sendo implementados pelo governo do estado.

Nos arredores do Estádio Olímpico, dentro dos padrões do projeto Bairro Maravilha, 131.840 m² de calçadas estão passando por processo de requalificação que criará 241 rampas (rebaixamento de calçadas) e nove travessias elevadas. Muito mais do que preparar a região para os Jogos, estas intervenções estão melhorando a vida dos moradores e frequentadores da região, que vem ganhando mais acessibilidade. São 34 vias com nova pavimentação de calçadas, faixas de rolamento e realinhamento de meios-fios.

 

EDUCAÇÃO INCLUSIVA – A Secretaria Municipal de Educação conta com Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA), especializado em educação especial, que atende a 12.621 alunos com esse perfil em toda cidade, sendo 4.900 em escolas/classes especiais e 7.700 em turmas regulares. O IHA atua no sentido de implementar as Políticas Públicas de Inclusão, mantendo equipes junto às 11 Coordenadorias Regionais de Educação e garantindo assistência aos alunos especiais nas unidades da rede municipal, que podem ser acompanhados nas atividades de classe pelo Atendimento Educacional Especializado ou por estagiários. Atualmente a rede municipal já conta com mais de 2.200 mediadores, entre voluntários e estagiários.

Além disso, o município possui 10 escolas especiais, equipadas com materiais pedagógicos adaptados para o auxílio do aprendizado do aluno e oferece, também, mais de 450 Salas de Recursos Multifuncionais, presentes nas escolas regulares, com objetivo de garantir o desenvolvimento escolar desses alunos por meio de atividades que atendam suas especificações e necessidades. A SME também oferece transporte para alunos com necessidades especiais, de casa até a escola.

Entre as ações desenvolvidas por este Instituto, destaca-se a formação inicial e continuada oferecida para profissionais envolvidos com a educação especial no Município do Rio de Janeiro. Só em 2013, por meio do projeto Educação Especial Digital para Alunos com Autismo, a SME capacitou 100 professores, que também passaram a utilizar tablets para aliar a tecnologia ao cuidado com os alunos autistas. Além disso, a rede municipal oferece ambiente linguístico em LIBRAS para os alunos surdos e possui professores habilitados a trabalhar a educação bilíngue com os mesmos. Para melhor atendimento das crianças, instrutores e intérpretes de LIBRAS atuam nas unidades escolares, em turmas comuns. O instituto também oferece oficinas que auxiliam no desenvolvimento dos alunos especiais. Nas oficinas, os estudantes contam com serviços voltados para o desenvolvimento de suas habilidades, como ateliês de artes visuais, teatro, música, informática, educação física e brinquedoteca.

 

VILAS OLÍMPICAS – A Prefeitura do Rio possui 18 Vilas Olímpicas espalhadas pela cidade que recebem 3.014 alunos com limitações físicas, matriculados em 50 atividades com horários definidos e orientados por profissionais habilitados. As Vilas Olímpicas funcionam de terça a domingo (em alguns casos às segundas), sendo sábado e domingo apenas para recreação.

 

CENTRO DE REFERÊNCIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA – A cidade do Rio de Janeiro conta com seis Centros de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD): Irajá, Santa Cruz, Campo Grande, Vila Isabel, São Conrado e Centro, que realizam mais de 2.000 atendimentos por mês. O objetivo dos espaços é promover a inserção das pessoas com deficiência na sociedade, além de melhorar sua qualidade de vida. Os espaços atendem pessoas com deficiência auditiva, visual, física e mental e são compostos por ambientes amplos que seguem a lei de acessibilidade universal (conforme ABNT NBR 9050), com pisos táteis de alerta e direcional, rampas com corrimãos e banheiros adaptados. 

As unidades são equipadas com salas de oficinas, informática, convivência e fisioterapia, vestiários, assistência social, consultórios médicos, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e auditório. Há atividades de musicoterapia, teatro, dança, oficina de artesanato e aulas de diferentes modalidades esportivas, como futebol, basquete em cadeira de rodas, vôlei, bocha, judô e natação.

Com o objetivo de integrar a pessoa com deficiência à sociedade e auxiliar nas tarefas do dia a dia, o CRPD conta com uma sala de Apartamento Modelo, onde o paciente aprende a executar tarefas diárias como cozinhar, vestir-se e cuidar da higiene e da arrumação do local com mais autonomia e independência. O atendimento é feito por um terapeuta ocupacional e um auxiliar de reabilitação. Para recriar o cotidiano dos usuários, o lugar possui cozinha, sala, banheiro e quarto. Outro serviço oferecido é a tecnologia assistiva, que contribui para uma melhor comunicação das pessoas com deficiência. As unidades de Campo Grande e Vila Isabel contam ainda com creches inclusivas que possibilitam que os usuários realizem a reabilitação no próprio local, facilitando a vida das famílias e colaborando na evolução das crianças.

 

RIO EM FORMA ESPECIAL – O Rio em Forma Especial é um programa de estímulo à atividade física com núcleos exclusivos para pessoas com deficiência. O programa atende a cerca 150 pessoas e oferece modalidades como basquete, futebol, ginástica e judô. As atividades esportivas oferecidas no projeto ajudam a melhorar a saúde física e também atuam como ferramentas de desenvolvimento de habilidades psicossociais, como o desenvolvimento da autoconfiança, do autocontrole, a diminuição da ansiedade e a promoção do senso de equipe, além da sociabilização dos participantes. Além disso, o rendimento escolar das crianças participantes apresenta significativas melhoras. 

 

ACADEMIA AO AR LIVRE – A Praça do Lido, em Copacabana, foi o primeiro ponto da cidade a contar com o novo modelo do sistema de equipamentos de ginástica ao ar livre, inaugurado nesta segunda-feira (13/09). O principal diferencial do projeto, que será expandido para outros pontos da cidade, é que ele permite o uso por pessoas com deficiência. O design diferenciado, inspirado nos aros olímpicos, é outra novidade das novas academias. A tendência é que as academias já existentes não saiam de circulação e que os novos modelos sejam implantados em novos pontos do Rio.

A iniciativa, da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, é composta por oito equipamentos:

  • Multi-Exercitador com Acessibilidade, que proporciona seis exercícios para fortalecimento de tronco e membros superiores de pessoas com deficiência (cadeira de rodas);
  • Multi-Exercitador, que permite supino, extensão e flexão de pernas, desenvolvimento de ombros, puxada posterior, voador e crucifixo;
  • Caminhada, que simula o andar com leve resistência;
  • Esqui, que simula os movimentos do esporte de inverno e trabalha simultaneamente membros inferiores e superiores;
  • Pressão das Pernas e Step, que trabalha as pernas por completo e os glúteos;
  • Alongador;
  • Trave de Equilíbrio;
  • Central Múltipla, que permite dezenas de combinações e trabalha todas as partes do corpo. 

 

BRTs – Os dois corredores de BRT em funcionamento – Transoeste e Transcarioca – atendem 550 mil pessoas por dia, num percurso de 91 Km. Em fase de construção, a Transbrasil e a Transolímpica vão conduzir 890 mil pessoas por dia e terão um trajeto de 54 km. Os corredores têm capacidade de atender todo tipo de passageiro. Os veículos são acessíveis: param no mesmo nível das estações, têm pisos antiderrapantes e sinalização sonora indicando as estações seguintes para pessoas com deficiência visual; e têm sinalização visual para pessoas com deficiência auditiva.

Os veículos possuem espaços exclusivos para pessoas em cadeira de rodas, com a proteção necessária, além de assentos para pessoas com mobilidade reduzida, idosos, gestantes e pessoas com cão-guia. As estações foram projetadas com rampas de acesso e piso tátil, além de catracas específicas para pessoas com deficiência e área de espera com acessibilidade.

 

VLT – O modelo escolhido para o VLT carioca é 100% acessível e alia alta tecnologia, segurança e acessibilidade diferenciada. O piso é 100% baixo, com acesso para cadeirantes. As estações e paradas ficarão a 20 cm de altura e terão rampas suaves e antiderrapantes que facilitam o acesso. Cada plataforma vai dispor de acesso nas extremidades e linha de piso podotátil (próprio para deficientes visuais) em toda a sua extensão. Os veículos terão espaços especiais para cadeiras de rodas com cinto de segurança, e as estações terão painéis de mensagens e sonorização.

BAIRRO MARAVILHA – Implantado em 2009, o Programa Bairro Maravilha é conhecido por mudar a cara dos bairros e levar acessibilidade às zonas Norte e Oeste, elevando a qualidade de vida dos moradores. Foi com o objetivo de recuperar vias e transformar comunidades em bairros que o programa foi planejado. As intervenções incluem pavimentação, implantação de sistemas de esgoto, drenagem, construção de rampas e calçadas e plantio de árvores. Desde que foi criado, o Bairro Maravilha já instalou 8.972 rampas nas travessias. As rampas possibilitam melhor locomoção para pessoas com mobilidade reduzida, pessoas em cadeira de rodas, idosos e pessoas com carrinhos de bebê. Estão sendo investidos R$2 bilhões para obras em 2.576 vias até o final de 2016: 1.775 já foram concluídas, 801 estão em andamento. A extensão final será de 625 quilômetros.

 

PORTO MARAVILHA – No Porto Maravilha, a preocupação com pessoas com mobilidade reduzida, em cadeira de rodas, idosos e com carrinhos de bebê levou à adoção de parâmetros especiais para assegurar o bem-estar da população local e de visitantes com a criação, entre outras coisas, de novas vias com calçadas mais largas e confortáveis, assim como a ampliação da oferta de áreas para pedestres. Todas as travessias na área do Porto Maravilha são rebaixadas e todas as vias que já passaram por obras ganharam piso tátil, indicado para facilitar o acesso de deficientes visuais. Nas exclusivas para pedestres, o modelo adotado é o de travessias elevadas, também conhecido como traffic calming (quando o piso da via é elevado para equiparar-se ao nível da calçada). 

 

ACOMODAÇÕES – Para aumentar a oferta de quartos de hotéis no Rio de Janeiro, a Prefeitura do Rio lançou, em novembro de 2010, um pacote de incentivos para a rede hoteleira para aumentar a oferta de quartos na cidade. A meta para 2016 é de 27 mil quartos, porém a expectativa é que sejam criados 37 mil novos quartos. Os novos quartos de hotéis estão sendo construídos de acordo com a Lei Municipal 94, de Janeiro de 2009, que exige que os projetos tenham pelo menos 5% de quartos acessíveis. Serão 1.000 novos quartos nesse modelo na cidade. 

 

PRAIA – A rampa de acessibilidade em concreto possui 35 metros, obedece a todos os padrões de segurança e foi construída ao lado da placa que identifica o Posto 3 da praia da Barra da Tijuca. O projeto será expandido para outras partes da cidade. Locais ainda a serem confirmados, de acordo com estudo.

 

TÁXIS ESPECIAIS – A Prefeitura do Rio pretende iniciar projeto que visa a dobrar a frota de táxis especiais até 2016, com incentivo fiscal e aplicativo de táxi acessível. Hoje são 57 veículos e uma única cooperativa.”

 

RIO 2016,Prefeitura do Rio divulga ações de acessibilidade para os Jogos Rio 2016. Disponível em: <http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/noticias/prefeitura-do-rio-divulga-acoes-de-acessibilidade-para-os-jogos-rio-2016&gt;. Acesso em: coloque a data de acesso: 29/08/2017

 

Todavia, esse legado não teve uma continuidade como se esperava. Após o encerramento desses eventos apenas a utilização das Arenas Poliesportivas continuaram funcionando , dessa forma incentivando a pratica de esportes, tanto para os PNE como, para os outros interessados em realizar esportes (Infelizmente esse foi o único legado olímpico de Acessibilidade e Inclusão que ainda esta efetivo, mas corre riscos, pois todos que querem utilizar essas arenas precisam enfrentar um burocracia descomunal para conseguir frequentar esses ambientes ).

 

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Falha no legado Paraolímpico / Fonte: Google

 

A Sociedade esqueceu de seu aprendizado sobre a Acessibilidade e voltou a vagarosa forma de exclusão, tendo como sua principal característica: O ABANDONO, isso mesmo, após esses eventos muitas coisas foram abandonadas, áreas de acesso não são mais acessíveis, pessoas não respeitam mais os PNE, equipamentos dos transportes públicos não funcionam mais, os motoristas dos ônibus não sabem utilizar o equipamento para ajuda-los, faltam trabalhadores preparados para auxilia-los nas estações de BRT e VLT, não exitem mais Carros especiais (Táxis Especiais), Falta manutenção nos meios de acesso ao pontos turísticos (elevadores e rampas de acesso) . Tudo que deveria melhorar acabou se tornando mais um motivo de tristeza para o brasileiro.

 

Falha dos Legados Olimpico e Paraolímpico e da Copa do Mundo / Fonte: Google

No ano de 2017, o maior festival de música do mundo, O Rock In Rio, junto com o auxilio do seu Gestor da área de Acessibilidade e PNE do Rock in Rio, Thiago Amaral, se reinventou de forma espetacular para revolucionar o cenário dos grande eventos musicais garantir que todas os PNE tenham um tratamento exemplar e para que essa iniciativa se espalhe mundo afora.

 

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Simbolo do Rock In Rio 2017 / Por: Rock In Rio

 

Em 2017, o Rock In Rio contará com as seguintes formas de Acessibilidade:

 

  • Plataformas PNE – Haverá duas plataformas exclusivas para cadeirantes com ótima visibilidade para o Palco Mundo e Sunset. Elas contarão com espaço para cadeiras de rodas e cadeiras para os acompanhantes. Cada Pessoa com Necessidade Especial tem direito a 1 acompanhante na plataforma.

 

 

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Exemplo de uma Plataforma PNE / Fonte: Google
  • Piso Tátil – Pisos e mapas táteis em locais estratégicos facilitarão a locomoção de deficientes visuais.
  • Oficina para cadeira de rodas – Se ocorrer algum dano na cadeira de rodas do espectador, ele poderá resolver seu problema sem custo e sem sair do festival.
  • Serviço Delivery – As empresas parceiras de alimentação vão oferecer serviço de delivery para todos que estiverem na plataforma PNE, garantindo, além da comodidade, que ninguém perca seu show favorito.
  • Carrinhos para facilitar a locomoção – Carrinhos de golfe com rampa e espaço para cadeiras de rodas facilitarão a locomoção entre as principais atrações do Rock in Rio, como as plataformas acessíveis, Rock Street, Rock District, Gourmet Square e o estacionamento exclusivo PNE.
  • Shuttle PNE – Será oferecido um serviço de transporte exclusivo ao público PNE e seu acompanhante para locomoção pelas entradas do evento, com partidas de dois pontos: estação BRT ou Shopping Metropolitano.
  • Banheiros – A cidade do rock conta com banheiros exclusivos para PNE em todas as Ilhas de banheiros e uma ilha exclusiva de banheiro unissex próxima as plataformas acessíveis.
  • Estacionamento exclusivo – Pessoas com deficiência física terão direito ao estacionamento exclusivo, mediante apresentação do cartão de estacionamento para vagas especiais.
  • Outros serviços
  • Será permitida a entrada de cães-guia, que terão um local específico para fazerem suas necessidades fisiológicas;
  • Empréstimo de cadeiras de rodas para os que necessitarem;
  • Armazenamento de carrinhos de bebês, que será na mesma área de locação de cadeira de rodas;
  • Recarga de bateria para cadeiras de rodas motorizadas.

 

Além de contar com equipes que estarão responsáveis para auxiliar a todos os PNE durante o evento, gerando desta forma o máximo conforto para os mesmos. Esperamos que a inclusão do RiR seja para os outros festivais de música que ocorrem no mundo inteiro um exemplo a ser seguido.

 
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Projeto da nova área do RiR / Por: Rock In Rio

Para o chegar até esse projeto final devem haver inúmeras pesquisas, testes e experimentos para ver as melhores soluções para os problemas, e isso é aonde se enquadra o Gerenciamento de projetos, que busca a eliminação dos riscos de erro em um projeto e tornando o mesmo viável, eficaz e efetivo, Gerando desta forma um atendimento rápido, de alta qualidade e padronizado para atender os PNE da melhor forma possível.

“Nosso compromisso é garantir uma experiência única para qualquer pessoa que tenha alguma necessidade especial, seja ela permanente ou temporária. Um mundo melhor se faz com mais acessibilidade e respeito! “

Rock In Rio. Disponível em: <http://rockinrio.com/rio/pt-BR/informacoes#pne-aba-1&gt; Acesso em: 29/08/2017.

Esse exemplo deveria sempre ser seguido, mas não somente durante os grandes eventos, mas sim em nosso dia a dia, poderiam ser criadas centrais de Carga para Cadeira Elétricas no centro da cidade e centros de grande movimento nas Cidades do Brasil, um curso de conscientização com a população para mostrar como agir  em diversas situações envolvendo PNE (acidentes), uma conscientização sobre as vagas preferenciais e sobre as rampas de acesso nas ruas, manutenção periódica (3 em 3 meses) dos pontos de acesso a zonas de transportes públicos (elevadores e rampas de acesso a estações de trem e rodoviárias) e dos equipamentos que auxiliam o PNE a entrar nos transportes públicos, pessoas preparadas para auxilia-los nos ramais de transportes públicos, alem disso, o governo federal deveria ter um maior monitoramento e controle sobre esses meios de acessibilidade.

O que esperamos é um mundo mais humano e com consciência que todos somos iguais, temos nossas diferenças externas, mas por dentro somos iguais, não somos melhores ou piores que ninguém. Através deste trabalho demonstrar que o ser humano tem que melhorar, mas não para si mesmo, mas sim para seu próximo. Em um mundo que é amargurado pela violência e pela exclusão devemos mostrar que somos o diferencial e que estamos aqui para mudar e revolucionar o tratamento às pessoas com PNE, sendo solidários, jamais tratando de forma diferentes, mas sim de forma igualitária e humana, para que possam se sentir iguais a todos, alem de buscar projetos que auxiliem de forma mundial a acessibilidade.

 

 

Referências Bibliográficas:

Alexandre Barbosa, o Padrão FIFA de Acessibilidade. Disponível em: <http://www.pe.superesportes.com.br/app/18,150/2012/12/23/noticia_copa_do_mundo,21516/o-padrao-fifa-de-acessibilidade.shtml&gt;. Acesso em: 29/08/2017

GABRIEL VASCONCELOS e LUISA BUSTAMANTE, Prestes a sediar a Paraolimpíada, Rio tem apenas ilhas de acessibilidade. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/esporte/olimpiada-no-rio/2016/08/1807102-prestes-a-sediar-a-paraolimpiada-rio-tem-apenas-ilhas-de-acessibilidade.shtml&gt;. Acesso em: 29/08/2017

Portal Brasil,Acessibilidade para os Jogos Olímpicos de 2016 é prioridade. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/05/acessibilidade-para-os-jogos-olimpicos-de-2016-e-prioridade&gt;. Acesso em: 29/08/2017

Rede Nacional do Esporte, Conheça a AGLO. Disponível em: <http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/legado/autoridade-de-governanca-do-legado-olimpico-1/conheca-a-aglo&gt;. Acesso em: 29/08/2017.

RIO 2016, Prefeitura do Rio divulga ações de acessibilidade para os Jogos Rio 2016. Disponível em: <http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/noticias/prefeitura-do-rio-divulga-acoes-de-acessibilidade-para-os-jogos-rio-2016&gt;. Acesso em: coloque a data de acesso: 29/08/2017

Rock In Rio. Disponível em: <http://rockinrio.com/rio/pt-BR/informacoes#pne-aba-1&gt; Acesso em: 29/08/2017.
Rock In Rio. Disponível em: <http://rockinrio.com/rio/pt-BR/informacoes#pne-aba-3&gt; Acesso em: 29/08/2017.
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