Hoje vamos apresentar uma das ferramentas de maior efetividade no levantamento de riscos: a EAR – Estrutura Analítica de Riscos, ou RBS – Risk Breakdown Structure.

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Figura 1: Risk . Autor: Cicero’s Development Corp

Continuando a nossa série de posts sobre ferramentas de gerenciamento de projetos, após falar sobre o Gantter hoje vamos falar sobre uma ferramenta  que nos auxilia no gerenciamento de riscos em  projetos, o chamado RBS (Risk Breakdown Structure), sigla em inglês, ou EAR (Estrutura Analítica de Riscos), é um agrupamento orientado à origem do risco, que organiza, de forma estruturada, classifica e define a exposição dos riscos identificados do projeto ou negócio. A Gerência de Riscos surgiu como técnica nos Estados Unidos, no ano de 1963, com a publicação do livro Risk Management in the Business Enterprise, de Robert Mehr e Bob Hedges. Há indícios que uma das fontes de consulta ou de inspiração dos autores foi um trabalho de Henry Fayol, divulgado na França em 1916. No Brasil o seu ingresso deu-se na segunda metade da década de 1970, com aplicação voltada especificamente para a área de seguros, com vistas à prevenção de riscos em bens patrimoniais, segurados pelas empresas do setor.

Risco é um evento ou uma condição incerta que, se ocorrer, provocará um efeito positivo ou negativo nos objetivos do projeto tais como custo, escopo, prazo ou qualidade. A RBS veio ajudar em alguns aspectos, onde, com a sua utilização, os riscos são categorizados para após serem priorizados. A Estrutura Analítica de Riscos é uma ferramenta que  define uma estrutura hierárquica dos riscos de um projeto. A partir dela podemos identificar quais os riscos podem ameaçar os objetivos do projeto, além de facilitar na compreensão de quais as áreas do projeto necessitam de atenção especial.

A classificação de forma estruturada dos riscos dá um maior entendimento de como estão dispostos no projeto, como serão tratados e quais as melhores estratégias que deverão ser usadas. Essa estruturação favorece a definição e implementação de padrões de RBS para diversos tipos de projetos, tornando-se um guia para os novos projetos da organização, favorecendo a padronização e a linguagem comum entre os gerentes de projetos e demais partes interessadas (stakeholders). Consiste em  uma representação hierárquica dos riscos, a partir de níveis mais altos e reduzindo os riscos de nível mais baixos. Isso é semelhante à organização da estrutura analítica de projetos (EAP). Por exemplo, no nível superior, é possível dividir os riscos em risco técnico, risco de gerenciamento, risco de agendamento e riscos externos (Nível 1),  e riscos mais com níveis mais baixos, como riscos de design, risco de financiamento, etc. (Nível 2) e assim por diante . Os riscos  podem ser subdivididos em níveis mais profundos.

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Figura 2: Exemplo Estrutura Analítica de Riscos. Autor: Projectengineer

Uma vez que uma organização ou projeto definiu seu RBS, ele pode ser usado de várias maneiras. Alguns destes facilitam o processo de gerenciamento de riscos em um projeto específico, enquanto outros são relevantes em todos os projetos. Podemos utilizar na identificação de riscos mapeando de acordo com o grau de severidade. Após a identificação, podemos avaliar e  categorizar os riscos em função da sua fonte, que permite identificar as áreas do projeto mais expostas aos efeitos da incerteza.

A melhor forma de medir a concentração de riscos por categoria em uma Estrutura Analítica de Riscos é através da avaliação individual dos riscos em relação ao impacto e probabilidade de ocorrência, atribuindo um score a cada risco. As informações passadas para a gerência sênior da Organização devem conter os resultados da avaliação com o score total de riscos para cada categoria. O RBS pode fornecer uma estrutura padrão para analisar as informações de riscos de cada projeto passado. Dessa forma, podem ser identificados os riscos que ocorrem com frequência em todos os projetos, e assim, desenvolver respostas preventivas para estes riscos.

Abaixo segue um exemplo  aplicado a um projeto de software que podem ter as seguintes categorias:

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Figura 3: Exemplo Mapeamento de Riscos. Autor: Projectengineer

  • Negócios:  concorrentes, fornecedores, fluxo de caixa
  • Técnico:  Hardware, software, rede
  • Organizacional:  suporte executivo, suporte ao usuário, suporte de equipe
  • Gestão de projetos:  estimativas, comunicação, recursos

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Referências:

http://www.gp4us.com.br/ear-estrutura-analitica-de-riscos/ acessado em junho/2017

https://klingermenezes.wordpress.com/2007/09/03/gerencia-de-riscos-risk-breakdown-structure/ acessado em junho/2017

https://project-management.com/understanding-the-risk-breakdown-structure-rbs/ acessado em junho/2017

https://www.pmi.org/learning/library/risk-breakdown-structure-understand-risks-1042 acessado em junho/2017

Clique para acessar o rbs1002.pdf

http://www.projectengineer.net/do-you-need-a-risk-breakdown-structure/ acessado em junho/2017