“A vida já é curta e nós a encurtamos ainda mais desperdiçando o tempo”- Victor Hugo

Cronograma, algo que todo mundo usa e faz. Mas você sabe, da onde surgiu? Quem foi o grande criador? Sua importância no gerenciamento de uma empresa? Saberia dizer o porque desta ferramenta ser tão utilizada até os dias de hoje?

 

O tempo é algo precioso e devemos administrá-lo para não perdê-lo, mas saber administrar é fundamental.

O Cronograma é uma ferramenta para documentação e gerenciamento do tempo gasto em cada etapa do projeto, serve para monitorar o andamento das atividades em relação ao tempo, para que o projeto final termine na data planejada e controlada.

O cronograma físico é também chamado de Gráfico de Gantt. Henry Laurence Gantt (1861-1919) foi um engenheiro mecânico americano e um consultor de gerenciamento que ficou famoso por desenvolver, no ano de 1910 o Gráfico de Gantt.

Você pode estar se perguntando, como algo tão antigo é usado até hoje, não é mesmo? Pois é, mesmo com centenas de programas, software e ferramentas, o gráfico de Gantt hoje é uma das ferramentas mais importantes de gerenciamento de projetos.

 

Com Gantt, é possível (pre)ver atrasos e tomar providências.

 

O Gráfico de Gantt:

É um diagrama que através de barras horizontais representa as atividades de um projeto e apresenta o período de elas acontecem. É representada por dois eixos: vertical (unidade de tempo) e horizontal (as atividades).

O comprimento de cada barra apresenta o tempo de execução (duração) da respectiva atividade.

Exemplo do Gráfico de Gantt:

Nas linhas estão as atividades a serem realizadas e colunas a duração de cada atividade (prazo limite) da Empresa XXX S/A.

Fonte: Empresa XXX S/A

No desenvolvimento de um projeto o prazo é fundamental, reduzir ao máximo a duração de um projeto é reduzir o caminho crítico. A partir daí, vem o PERT/CPM.

 

PERT/CPM nasceram a partir do gráfico de Gantt.

O PERT (Program Evoluation and Review Technique – Programa de Avaliação e Técnica da Revisão) foi criada em 1958, pela NASA com objetivo de controlar o tempo e execução das tarefas realizadas pela primeira vez.

Este método, permite determinar o caminho crítico, caso tenha atraso em qualquer atividade desse caminho crítico, a duração total do projeto também será afetada.

O CPM também foi desenvolvido em 1958, pela empresa Dupont, com objetivo de realizar as paradas de manutenção no menor prazo possível.

 

Mas o que é Caminho Crítico?

 

É um caminho através de uma rede, onde se limita ao sequenciamento das atividades. É formado pela dependência entre as atividades e determina a duração de um projeto.

Existem duas técnicas de acelerar os cronogramas, ou seja, reduzir a duração. (PMBOK – 2013). São elas:

  • Compressão: Uma técnica usada para reduzir a duração do cronograma do projeto usando menor custo incremental através da adição de recursos. Exemplos de compressão incluem a aprovação de horas extras, recursos adicionais ou o pagamento para a aceleração da entrega das atividades no caminho crítico.

 

  • Paralelismo. Uma técnica de compressão de cronograma em que as atividades ou fases normalmente executadas sequencialmente são executadas paralelamente durante, pelo menos, uma parte da sua duração. Um exemplo é a construção da fundação de um prédio antes que todos os desenhos arquitetônicos tenham sido terminados.

 

O Cronograma de Marcos:

Representa os eventos chaves de um projeto em uma determinada escala de tempo, enquanto o cronograma físico é usado barras para representar o período de execução de uma tarefa.

 

Falar de cronograma sem envolver os custos não é possível. Então, para isso vamos falar da “Curva S”

 

A curva S:

É um tipo de curva de acumulação, podendo ser utilizada como um instrumento de acompanhamento periódico da evolução de uma variável, como por exemplo: faturamento, custos ou quantidades de produção.

 

A Curva S permite uma comparação ao custos previstos e os realizados.

 

As estimativas dos custos que constituem a linha de base dos custos estão diretamente ligadas às atividades do cronograma, permitindo uma visão referencial da linha de base dos custos que é normalmente mostrada na forma de uma curva em S (PMBOK – 2013).

A curva S apresenta três parâmetros de valor planejado, valor agregado e custo real podem ser monitorados e relatados tanto de período a período (tipicamente semanalmente ou mensalmente) como de maneira cumulativa.

A Figura apresenta curvas de formato em S para mostrar os dados do VALOR AGREGADO para um projeto que está com um desempenho acima do orçamento e atrasado.

Cursa S: custo acumulado x tempo. Fonte: PMBOK 2013.

 

Um exemplo real da curva S:

A curva S é usada em milhares de empresas para ter uma noção do custo planejado com o custo real do projeto, naquele determinado período. No caso do Estaleiro XXX sobre o Cronograma da estrutura bordo, temos:

Curva S. Fonte: Estaleiro XXX

O custo de um projeto não é proporcionalmente relacionado ao tempo desde projeto.

Um projeto pode começar a ser executado em um determinado período, porém o custo dele pode já ter começado meses antes, ou até anos.

Um exemplo:

A construção de um navio plataforma começa a ser executado em Maio de 2017, porém é necessário recursos para a realização da obra, no caso precisa-se de mão de obra, matéria prima, etc, um gasto previsto antes do cronograma se iniciar.

O mesmo vale para projetos que terminam em um determinado tempo, conforme o cronograma e o orçamento ainda deverá ser pago.

 

Referências:

DAYCHOUM, MERHI. 40 + 8 ferramentas e técnicas de gerenciamento. 4ª Edição.

Diagrama de Gantt – Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagrama_de_Gantt&gt; Acesso dia 01 de maio de 2017

PMI. Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos – Guia PMBOK. 5ª Edição. EUA: Project Management Institute, 2013.