Um dos fatores que impactam o tão esperado projeto de sucesso é a MOTIVAÇÃO de cada integrante da equipe.

Como um gerente de projetos pode manter vários funcionários motivados, sabendo que o trabalho que está sendo realizado tem um início, meio e FIM?

Um gerente de projetos tem a missão de manter a alta performance da equipe, visto que é ele é um dos principais negociante entre os executantes e o cliente. Cada membro da equipe fica inserido efetivamente na rotina operacional de execução do projeto, interagindo periodicamente com o cliente. A motivação se torna a força que direciona a um objetivo em comum durante um projeto.

        Segundo Mitchell (1982), “A motivação no trabalho, por exemplo, manifesta-se pela orientação do empregado para realizar com presteza e precisão as suas tarefas e persistir na sua execução até conseguir o resultado previsto ou esperado. Geralmente, salientam-se três componentes na motivação: o impulso, a direção e a persistência do comportamento.”

Há a exigência que um gestor tenha muita determinação e persistência para suas ações resultam no objetivo esperado. Muito além do conhecimento técnico, esforço e práticas gerenciais, há uma grande expectativa de que o gestor atue principalmente na gestão do conhecimento e necessidades intrínsecas dos membros de sua equipe. Fleury e Fleury (2001) diz que a competência não é somente a soma de conhecimentos teóricos e empíricos armazenados pelo indivíduo, mas também a inteligência praticada que ganha força ao se deparar com situações complexas.

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Figura 01: O Gerenciamento da equipe de projetos – Fonte: Autoral

Cabe ao gerente de projetos saber utilizar a mola propulsora para o aumento da produtividade. É necessário saber lidar com as diferenças interpessoais e conhecer o emocional de cada um que compõem a equipe sabendo qual a capacidade de cada um influenciar na entrega do outro e saber extrair o  às melhores habilidades de cada integrante e saber desenvolver as capacidades necessárias. Segundo Rezende (2006) “Formar uma equipe de trabalho integrada, motivada, cooperativa, desenvolvida e confiante, depende da ligação harmônica do grupo em torno de um objetivo comum e do desenvolvimento de competências que habilitem o gestor a relacionamentos éticos com as pessoas na formação, integração e desenvolvimento de equipes de trabalho”.

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Figura 02: Equilíbrio – Fonte: JRM Coaching

Durante esse tempo desafiador do projeto, o colaborador se esforça muito para satisfazer suas necessidades pessoais e profissionais, e o gerente de projetos deve saber lidar com cada uma delas já que algumas dessas necessidades impactaram no seu trabalho. Entre 1943-1945 foi criada uma teoria do comportamento motivado, a da Hierarquia de Necessidades de Maslow dividida em dois aspectos:

  • Necessidades primárias (básicas) que são as fisiológicas e as de segurança (a Teoria de Maslow diz que a satisfação destas necessidades é básica; já a ausência da satisfação destas necessidades não motiva ninguém, pelo contrário, desmotiva).
  • Necessidades secundárias, que são as sociais, estima e auto realização (são fortes fatores motivacionais, ou seja, na ausência dessas necessidades satisfeitas as pessoas batalham para tê-las satisfeitas, motiva as pessoas a alcançar a satisfação destas necessidades).
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Figura 03: Hierarquia de Necessidades de Maslow – Fonte: Blog Psicólogos

Além desta teoria há a Teoria dos Dois Fatores, desenvolvida pelo americano Frederick Herzberg, que procurou estudar o comportamento e a motivação das pessoas dentro das empresas, especificamente, levantando o segundo parâmetro:

FATORES HIGIÊNICOS

(Fatores que levam à insatisfação)

FATORES MOTIVACIONAIS

(Fatores que levam à satisfação)

Política da Empresa

Crescimento

Condições do ambiente de Trabalho

Desenvolvimento

Relacionamento com outros funcionários

Responsabilidade

Segurança

Reconhecimento

Salário

Realização

Ao final do estudo, Frederick Herzberg concluiu que os fatores que levavam à insatisfação profissional nada tinham a ver com aqueles que influenciavam na produção de satisfação dos trabalhadores e percebeu que os fatores que causavam a satisfação dos trabalhadores estava relacionado ao seu trabalho.

Será que depois desse projeto será o meu fim na empresa? 😨

É claro que a para um participante de um projeto a dúvida do que está por vir após o fim do projeto acaba assombrando durante todo o período de planejamento, execução e controle do mesmo.

Quem já teve a oportunidade de ler o livro Gerente também é Gente (2006), pode acompanhar um romance sobre gerência de projetos e ao final de cada projeto ficava a dúvida do que aconteceria com cada integrante. Entre diversas estórias, podemos destacar a experiência de Carlos, um dos colaborados mais antigos da corporação e com uma entrega espetacular em todos os anos passados naquela empresa. Mas, após os serviços prestados para um projeto, acaba perdendo o emprego pelo simples fato do seu setor ser extinto na organização.

Esse é um dos maiores medos que assombram a muitas pessoas que são selecionadas para ficar um tempo dedicado a esse desafio que é finito, o que acaba gerando um desconforto e desmotivação em muitos integrantes. É aí que se encaixam as funções do gerente de projetos, contornando o a situação promovendo o desenvolvimento dos membros da equipe, buscando no interior de cada um a motivação para desempenhar a função que lhe foi designada e tornando uma equipe profissional e competente (capacitada).

Referências Bibliográficas:

LUCAS ROSSI E TATIANA BELO, Motivação de Equipes de Projeto – O papel do Gerente de Projetos, Instituto de Educação Tecnológica, 2015.

FLEURY, A. e FLEURY, M. T. L. Estratégias empresariais e formação de competências: Um quebra-cabeça caleidoscópico da indústria brasileira. São Paulo: Atlas, 2001.

SCHMIDT, I. T. Motivação no Trabalho: teorias Contemporâneas. São Paulo: Arte & Ciência, 2000. 96 p.

JOSÉ ROBERTO MARQUES, Como ter equilíbrio pessoal e profissional com coaching, JRM Coaching, 2014

GBRIEL M.,   Hierarquia de necessidades de Maslow. Blog Psicólogos, 2016.

GUSTAVO PERIARD, A hierarquia de necessidades de Maslow – O que é e como funciona, Sobre Administração ,2011

PERIARD, GUSTAVO, Tudo sobre a Teoria dos Dois Fatores de Frederick Herzberg, Sobre Administração, 2011.

ANDRÉ B. BARCAUI, Gerente também é gente, Brasport, 2006.

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